Número de soldados dos EUA com trauma cerebral após ataque do Irã passa de 100

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Foto: Reuters

A Reuters informou nessa segunda-feira (10), com exclusividade, que o número de soldados com trauma cerebral, em decorrência dos ataques iranianos a bases norte-americanas no Iraque, no começo de janeiro, passa de 100.

Apesar de, logo após o ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ido ao Twitter dizer que estava “tudo bem” com as tropas do seu país e que nenhum soldado havia sido atingido, a Reuters conta que “funcionários, que falaram sob condição de anonimato antes do anúncio, disseram que houve mais de 100 casos de traumatismo cerebral”.

O Pentágono não quis comentar a informação da Reuters, mas já havia se adiantado que esse número de casos poderia aumentar, “porque os sintomas podem levar tempo para se manifestar e os soldados ainda mais tempo para relatá-los”.

Os novos afetados representam um aumento de quase 50% sobre último relatório, divulgado no mês passado, quando se soube que 64 soldados haviam sofrido “comoções cerebrais e TBI (lesão cerebral traumática, na sigla em inglês)”, segundo a descrição do Pentágono.

Consequências

Até agora, não foi relatada nenhuma morte nesse conflito entre EUA e Irã, que se iniciou no começo de 2020, com o assassinato do chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, Qassem Soleimani, por parte dos norte-americanos.

Entretanto, os efeitos colaterais são muitos. O avião ucraniano derrubado por engano por míssil iraniano, matando 176 pessoas a bordo, é um deles. A violência que se seguiram à derrubada do avião, nas ruas do Irã, com os protestos da população é outra consequência.

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Do lado dos EUA, porém, o governo vinha relativizando o ataque iraniano às bases em Ain al-Asad, no Iraque, dizendo que nenhum soldado morreu ou sofreu danos corporais imediatos. Mas, com os casos de lesão cerebral aparecendo, autoridades do Pentágono disseram que não houve tentativas de minimizar ou adiar informações sobre concussões.