Número de emplacamentos cai 22% em março por causa da pandemia

Marcello Sigwalt
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Crédito: Site ORegionalPR

A paralisação das concessionárias de veículos – em decorrência dos decretos de quarentena para o combate a Covid-19 – determinou a queda de 7% do número de emplacamentos de veículos no país no primeiro trimestre do ano (840.800), em relação a igual período de 2019 (904.698).

A informação foi dada pelo site oficial da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

Tombo maior

Se o comparativo for entre março de 2019 e igual mês deste ano, o tombo é maior, de 22%.

A retração abrupta das vendas, no mês passado, acabou revertendo a curva de crescimento, que vinha sendo registrada no primeiro bimestre de 2020.

Ainda segundo a Fenabrave, em março foram licenciados 249.158 veículos (automóveis – comerciais e leves – caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários, entre outros).

Retração de 15%

Esse resultado representa uma retração de 15%, se comparado ao desempenho de fevereiro, quando 292.211 veículos foram emplacados.

No confronto entre março deste ano e o do ano passado, a queda chegou a 18,45%.

Se considerado apenas o segmento de “automóveis e comerciais leves”, a baixa de licenciamentos em março (155.810) alcançou 19,11%, se comparado a fevereiro (192.627).

Também nesse segmento, no comparativo com março de 2019 (199.516), a redução em março desse ano atinge 21,91%.

Desempenho negativo

O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, atribui o desempenho negativo do setor ao impacto da pandemia do coronavírus.

Paralisação geral

“Responsável por mais de 315 mil empregos, nosso setor, que representa 4,5% do PIB e possui mais de 7,3 mil concessionárias, está, praticamente, paralisado, em função dos decretos de quarentena”, lamenta.

Assumpção Júnior acrescenta, nessa situação, “algumas concessionárias estão com oficinas abertas para atender emergencialmente caminhões, ambulâncias e outros veículos essenciais, como os ligados à saúde e alimentação”.

Risco de cortes

Sem fazer previsões do futuro imediato, o presidente da Fenabrave adiantou que, se a “estagnação” econômica persistir por mais tempo, “cerca de 20% dos empregos do setor podem ser comprometidos, pois as concessionárias estão sem receita e com despesas fixas.