Novo fundo Galapagos Dragon combina ativos nacionais e internacionais

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Galapagos Capital, gestora de investimentos fundada por Carlos Fonseca, ex-sócio do BTG Pactual e do banco C6,  vai lançar no dia 1º de outubro, em parceria com o BTG Pactual, o fundo Galapagos Dragon FIM CP, que combina ativos nacionais e internacionais com o objetivo de atingir uma rentabilidade-alvo de 8% aos cotistas.

O fundo é destinado a investidores qualificados, que têm no mínimo R$ 1 milhão em investimentos financeiros. Por conta disso, o Dragon pode aplicar 40% em ativos internacionais. Sendo assim, a composição é de 40% em títulos no exterior e 60% no mercado local.

Em live promovida pelaEQI Investimentos, os gestores Danny Dayan e Gilberto Paim, ambos com mais de 18 anos de experiência em crédito privado local e internacional, e Bruno Carvalho, sócio e responsável por RI e Internacional na Galapagos, apresentaram o novo fundo.

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“A Galapagos tem a missão de trazer uma abordagem diferenciada. Juntamos o mercado doméstico com o internacional e montamos uma parceria estratégica para formatar ativos de crédito desde sua origem. A gente não quer ser mais um do mesmo. Nascemos com visão realmente global”, afirma Carvalho.

Características do fundo

No mercado doméstico, as classes de ativos do fundo Galapagos Dragon compreendem debêntures, letras financeiras e Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), que são fundos que investem em direitos futuros de crédito, ou seja, em créditos a receber.

No exterior, os ativos são os bonds, títulos de empresas, mas não apenas de companhias brasileiras. “O fundo tem esse diferencial geográfico, que permite formatarmos da maneira mais rentável os ativos. Temos liberdade geográfica, entre setores e em relação aos prazos. Assim, o jogo fica mais amplo”, diz Carvalho.

Danny Dayan é o responsável pelo portfólio de crédito offshore, enquanto Gilberto Paim é o responsável pelo crédito local do fundo.

Paim explica que os 40% do Patrimônio Líquido alocados em crédito estruturado partem da tese de que o Brasil é um país com concentração bancária muito forte, que se reflete em spreads bancários muito altos. “Com a tendência de incremento forte em tecnologia e open banking, a gente acredita que consegue financiar transações simples da economia real, com crédito consignado ou cartão de crédito”, diz o gestor. “A ideia é participar e financiar essa cadeia”.

Sobre a decisão de alocar 40% da carteira no exterior, Dayan explica que o mercado internacional tem uma liquidez maior, com maior negociação de títulos do que o local. Além disso, reage a momentos de pânico, como o da crise do coronavírus, de forma mais eficiente e mais rápida.  “É um mercado bem precificado , que têm prêmio em todos os pontos da curva. Essa é uma grande diferença do mercado local.”

Oportunidades no radar 

Para dar exemplos das oportunidades buscadas pelo fundo, Dayan apresentou alguns cases recentes.

Por exemplo, os bonds emitidos no exterior por Banco do Brasil e Itaú, no auge da crise do coronavírus, rendiam 20% ao ano em dólar..  Outro caso citado foi de uma construtora asiática que, durante a pandemia, vendeu em um mês 90 mil apartamentos online.

“A gente procura essas empresas mais resilientes na crise e foca em regiões com mais ferramentas para períodos turbulentos como o de agora. São exemplos do que fazemos na Galapagos para trazer essa descorrelação com o mercado”, afirma Dayan.

“Temos um processo bem rigoroso. Avaliamos a empresa a fundo, levamos para o comitê, que é bem seletivo e tem processo bem intenso. São profissionais seniores, bastante gabaritados, que avaliam cada um dos créditos”, diz.

A interação entre os dois responsáveis pelo portfólio se dá diariamente, eles afirmam, sempre buscando a rentabilidade almejada.

“A gente não tem compromisso com nenhum mercado. Nosso compromisso é com a cota e com o retorno dos nossos cotistas. Tendo uma melhor oportunidade lá fora, a gente vai para fora e vice-versa”, complementa Paim.