Estreia hoje na bolsa o primeiro fundo multimercado de créditos de carbono

Matheus Miranda
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução: Pixabay

A B3 tem nesta terça-feira (27) a estreia do primeiro fundo multimercado no Brasil que investe em créditos de carbono. O Vitreo Carbono demandará investimento mínimo de R$ 1 mil e é voltado para todos os perfis de investidores.

De acordo com matéria do Valor Econômico, o euro foi adotado como moeda de referência para o fundo porque a Vitreo atua em ativos de crédito de carbono na Europa. George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo, explicou que investir nesse tipo de ativo é uma tendência global. Isso porque há mais consciência da importância dos créditos de carbono, tanto por parte das empresas como dos próprios investidores.

Vitreo: veja qual a incidência de taxas no fundo

A negociação do fundo de créditos terá taxas. Serão cobradas taxas de 0,9%, relativas às tarifas de administração; e mais 10% de performance, caso o retorno de 5% em euro ao ano seja excedido.

Além deste fundo, a gestora tem outros dois voltados ao mercado de sustentabilidade. Ambos foram lançados no ano passado. O primeiro foi o ESG Carbono Neutro. E o segundo, foi o Vitreo Franklin W-ESG FIA BDR Nível I.

Valorização de 200%

Desde 2018, os créditos de carbono no mercado europeu registraram valorização de 200%. E a tendência, de acordo com informação no site da Vitreo, é que essa tendência de forte valorização continue.

A gestora informou em seu site que existem duas formas de negociação dos créditos de carbono.

O primeiro é o mercado voluntário (offseting), onde as empresas compensam a emissão de carbono por vontade própria. Elas assumem então o compromisso das questões ambientais com seus consumidores e investidores.

A segunda forma é no mercado regulado (cap and trade). Neste, há ação tomada por parte dos governos em definirem as metas de redução de emissão. Além disso, eles também determinam as taxas a serem pagas em relação a cada tonelada emitida em excesso.