Nobel de Economia é concedido a 3 economistas americanos

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: CNBC

Os economistas e professores David Card, da Universidade de Berkeley, Joshua D. Angrist, da Ford no Massachusetts Institute of Technology e Guido W. Imbens, da Stanford Graduate School of Business, foram premiados nesta segunda (11) com o Prêmio Nobel de Economia.

Enquanto Card foi reconhecido por suas contribuições para a economia do trabalho, Angrist e Imbens ganharam o prêmio por suas contribuições para a análise de relações causais.

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Segundo o júri do Nobel, os três laureados ” forneceram novas informações sobre o mercado de trabalho e mostraram quais conclusões sobre causa e efeito podem ser tiradas de experimentos naturais”.

Além disso, o júri afirmou que a pesquisa ajudou a encontrar a causa e o efeito por trás de certas grandes questões sociais.

Experimentos naturais

O comitê do Nobel explicou que os laureados fizeram “experimentos naturais”, por meio dos quais analisaram como “eventos por acaso ou mudanças políticas resultam em grupos de pessoas sendo tratadas de forma diferente, de uma maneira que se assemelha a ensaios clínicos na medicina”.

Card utilizou experimentos naturais para analisar os efeitos dos salários mínimos, imigração e educação no mercado de trabalho.

Sua pesquisa mostrou, por exemplo, que o aumento do salário mínimo “não necessariamente leva a menos empregos”.

Enquanto isso, Angrist e Imbens facilitaram a interpretação dos dados desses experimentos naturais, através de suas contribuições metodológicas.

O prêmio — o Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel — corresponde ao montante de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) e uma medalha de ouro.

Em 2020, os economistas da Universidade de Stanford, Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson, receberam o prêmio por suas “melhorias na teoria do leilão e invenção de novos formatos de leilão”.