Neste carnaval: Não, é não!

Filipe Teixeira
Filipe Teixeira é redator do Portal EuQueroInvestir. Gremista, filho dos anos 80, apaixonado por filmes, música, política e economia.É também Coordenador da área de Marketing do EuQueroInvestir.com e do EuQueroInvestir A.A.I assessores de investimentos.Me envie um e-mail: filipe.teixeira@euqueroinvestir.com Ou então uma mensagem por WhatsApp: (51) 98128-5585 Instagram: filipe_st
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Em 2017 durante o carnaval, Barbara Menchise, Aisha Jacob, Julia Parucker e Nandi Barbosa – um grupo de amigas cariocas – desenvolveram uma campanha contra o assédio que se espalhou rapidamente pelo carnaval de rua do Rio de Janeiro.

A ideia consistia em oferecer às mulheres, uma tatuagem temporária com a frase direta e sucinta: Não, é não!

O sucesso da campanha foi tamanho, que um ano depois, no carnaval de 2018, pelo menos 6 cidades brasileiras receberão as tatuagens: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Olinda.

Fico na expectativa de que não só a campanha como a mensagem que ela traz, espalhe-se por mais cidades e que perdure não apenas durante o carnaval.

A atitude das amigas cariocas, além dos elogios óbvios pela causa que defendem, me fez refletir a respeito de nossa histórica inércia frente assuntos igualmente importantes e com este gancho, entramos finalmente na razão de existir desta série: A política.

É notório a falta de um diálogo de alto nível a respeito das próximas eleições presidenciais bem como, a enorme dificuldade do brasileiro médio em respeitar opiniões contrárias à sua.

O Data Folha divulgou na semana passada, pesquisa que aponta em quem o brasileiro não vota. Antes de continuar a leitura, uma pergunta em forma de provocação:

Se é verdade que o homem deve respeitar a negativa de uma mulher, não seria adequado adotar o mesmo comportamento quando alguém diz não para o candidato da sua preferência?

Afinal de contas, não, é não!

Já que citamos o advérbio de negação, cabe a famosa ressalva que permeia a publicação de todas as pesquisas: A de que todas trabalham com a premissa do “Se as eleições fossem hoje…” quando de fato, sabemos que não são.
Logo, não considere a pesquisa como definitiva ou mesmo indicativa de alguma tendência. (Não, é não! Lembra?)

Taxa de rejeição Política

No ranking do não, o Presidente Michel Temer lidera com uma certa folga.. Considerando-se as circunstancias de sua ascensão à presidência, o escândalo JBS e as medidas impopulares de seu governo, sua liderança beira a obviedade.

Não é não - política

O mesmo se aplica a Fernando Collor, político que inaugurou o hall dos presidentes impeachmados.

Na sequência, outro ex-presidente. Além da polaridade que acompanha o PT desde que o 13 é 13, a rejeição a Lula acentua-se ainda mais depois da recente condenação em segunda instância no TRF4.

O deputado Jair Bolsonaro aparece logo abaixo, indicando que ao menos até o momento, não se confirma a ideia de que sua candidatura pudesse herdar votos com a condenação de Lula.

Ainda que represente solitariamente a direita conservadora, os números de Bolsonaro parecem ter atingido o topo de seu potencial. Ao menos se as eleições fossem hoje, o que já se sabe, não é o caso.

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O cada vez mais enfraquecido Geraldo Alckmin e o outsider Luciano Huck aparecem tecnicamente empatados na casa dos 25%.

A candidatura do tucano estacionou e seus esforços dividem-se entre a conquista de novos eleitores e a luta interna dentro do PSDB. A tarefa de Alckmin é muito difícil, já que a posição do “centro democrático” é atualmente, a mais disputada desta corrida, falo aqui de Henrique Meirelles, Rodrigo Maia e João Dória.

Voltando para o lado esquerdo da força, Marina Silva e Ciro Gomes parecem até o momento, os candidatos mais óbvios para receber os votos da provável impugnação da candidatura de Lula. Não me parece possível que o PT “descubra” a esta altura um outro nome de maior força.

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Os próximos meses serão importantes para medirmos o “gás” de Marina Silva, que na eleição passada terminou cedo demais. Ciro Gomes tenta recuperar o fôlego de candidato expressivo em eleições passadas, mas, seu temperamento difícil e o longo hiato em que esteve afastado da vida pública, parecem estar cobrando o seu preço.

Ao meu ver, de prático mesmo, a pesquisa mostrou que o a surpresa pode vir do centro, posição em que um outsider pode aproveitar-se da indefinição e briga interna dos “cascudos”.

Afora isso, é apenas um retrato do atual cenário, que pode no máximo, pressionar candidaturas, articulações e disputas de bastidores.

Nesta altura do campeonato, afirmo categoricamente (com a autoridade que dei a mim mesmo) que as pesquisas servem a muitos propósitos, e entre eles não se inclui determinar quem será o próximo presidente do Brasil.

E você sabe, neste carnaval: Não, é não!

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