Neoenergia (NEOE3) lucra 75,1% a mais no 4TRI19

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 8 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Certificações: CPA-10, CPA-20 e AAI. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

A Neoenergia (NEOE3) reportou o lucro líquido de R$ 618,4 milhões no quarto trimestre do ano passado. Esse número representa elevação de 75,1% em comparação com o mesmo período de 2018.

Em 2019, o lucro líquido acumulado foi de R$  R$2,2 bilhões, 45,1% acima do resultado registrado em 2018.

A receita líquida somou R$ 7,2 bilhões no último trimestre de 2019. Elevação de 8,6% em comparação ao mesmo período de 2018. No ano, a receita líquida atingiu R$ 27,6 bilhões, alta de 9,4%.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) totalizou 1,5 bilhões no último trimestre de 2019. Crescimento de 43% em relação 4º trimestre do ano anterior.

No ano, o Ebitda foi R$ 5,7 bilhões, alta 2,5,6% em relação a 2018.

A companhia apresentou margem bruta de R$ 2,5 bilhões no quarto trimestre de 2019, aumento de 26,3%, ante 4º trimestre de 2018. Já margem bruta anual foi de R$ R$ 9, 2 bilhões, avanço de 16,6% contra 2018.

O CAPEX total realizado em 2019 foi de R$4,4 bilhões.

Em nota, a companhia afirma que o ano passado foi positivo para empresa. Explica que o desempenho foi  “impulsionado pelo aumento da base de clientes, maiores temperaturas e retomada da atividade econômica – refletidos no crescimento da energia distribuída”.

Ingresso na bolsa espanhola

A Neoenergia informou, nesta segunda-feira (17), que analisa a viabilidade de negociar suas ações no Latibex, bolsa de valores da Espanha que visa canalizar investimentos da Europa para os países latinos. Dessa forma, procura facilitar o acesso de recurso externo ao capital social da companhia. Além de fomentar mais liquidez para seus acionistas.

Segundo comunicado, “a Neoenergia requereu, na presente data, à CVM a aprovação de programa para reconhecimento de posições escriturais no exterior lastreadas em ações de sua emissão depositadas na B3”.