Presidente do STF defende isolamento contra avanço do Covid-19

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Carolina Antunes/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu dar um posicionamento sobre a discussão da necessidade de isolamento para contar o avanço da pandemia do coronavírus no Brasil.

Toffoli afirmou nesta segunda (30) que “tudo que tem ocorrido no mundo” leva a concluir pela necessidade do isolamento social no combate à pandemia do novo coronavírus (covid-19)

É uma maneira de aliviar a carga sobre o sistema de saúde durante o pico de contaminação, acrescentou Toffoli .

O presidente Jair Bolsonaro tem defendido o fim do confinamento.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e autoridades sanitárias discordam e vêm insistindo que isolamento é a melhor solução para evitar a disseminação co Covid-19.

A pandemia tem 766.336 casos confirmados em 177 países, com 34.873 mortes.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados neste domingo (29), há 4.256 casos confirmados de coronavírus e 136 mortes da doença.

Diminuição da curva de contágio

“Tudo que tem ocorrido no mundo leva a crer na necessidade do isolamento realmente para puxar a diminuição de uma curva [de contágio] e ter atendimento de saúde para população em geral”, disse o ministro durante uma live no Instagram.

Toffoli estava na transmissão ao lado do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

Ao ser questionado por Santa Cruz sobre os prazos processuais, que têm sido afetados pelo regime de plantão na Justiça, Toffoli respondeu que o retorno à normalidade depende da evolução do contágio e de seu impacto sobre o sistema de saúde.

Na avaliação do ministro, contudo, o funcionamento excepcional dos tribunais deve durar ao menos até o fim de abril.

Evitar o colapso no sistema de saúde

“O que se está a fazer é alongar o ciclo de infecções para que não colapse o sistema de saúde. A perspectiva é ter um sistema de saúde mais impactado nas próximas semanas”, avaliou Toffoli.

“No decorrer do mês de abril é que temos que ir pensando e analisando, não dá para fazer projeções agora”, acrescentou.

O ministro disse que é preciso sempre tomar decisões com base em fatos amplamente divulgados por uma imprensa livre.

“Não há como querer esconder fatos, num estado democrático de direito, nem deturpar fatos”, disse ele.

“Não dá para tomar decisões em cima do que acho, do que eu penso, do que eu queira que fosse, senão, a realidade se volta contra nós”, afirmou.

*com Agência Brasil

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