“Não tenho essa pretensão”, diz Moro sobre Presidência em 2020

Marcelo Hailer Sanchez
Jornalista, Doutor em Ciências Sociais (PUC-SP) e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Pesquisador em Inanna (NIP-PUC-SP). Trabalhei nas redações do Mix Brasil, Revista Junior, Revista A Capa e Revista Fórum. Também tenho trabalhos publicados no Observatório da Imprensa e revista Caros Amigos. Sou co-autor do livro "O rosa, o azul e as mil cores do arco-íris: Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente" (AnnaBlume).

Crédito: Marques/Agência PT

Em entrevista ao programa Roda Viva (TV Cultura), realizado ontem à noite (20), o ministro da Justiça e ex-juiz, Sergio Moro, negou que tenha pretensão de se candidatar à presidência da República em 2022. “Não tenho esse tipo de ambição”, declarou Moro ao ser questionado.

Sobre a fato de sua popularidade ser mais alta que a do presidente Jair Bolsonaro, Moro disse que tem o “pé no chão” e que a popularidade é transitória.

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“Então, essas questões de popularidade, ela vem, vão, passam, e o importante para mim é fazer meu trabalho como ministro da Justiça, e foi o que eu me propus com o presidente, acho que estamos num caminho certo”, refletiu o ministro.

O ministro também criticou os vazamentos sobre a operação Lava Jato e classificou o conteúdo do material como um “monte de bobajarada”.

Ainda sobre os vazamentos, Moro declarou que nunca deu importância ao material que ficou popularmente conhecido como “Vaja Jato”.

“Nunca dei importância para aquilo. Nunca entendi muito bem aquilo. Agora, foi usado politicamente para tentar soltar criminosos presos, pessoas que haviam sido condenadas por corrupção e, principalmente, enfraquecer politicamente o Ministério da Justiça e Segurança Pública”, criticou o ministro.

Por fim, Sergio Moro classificou o pronunciamento do ex-secretário da Cultura, Ricardo Alvim, como “episódio bizarro”.

“Nesse caso do secretário de Cultura, a meu ver, foi um episódio bizarro e a situação era insustentável. Tendo ciência desse episódio, eu dei minha opinião, mas ao presidente. Cabe a ele tomar a decisão. E ele tomou a decisão correta: o secretário foi demitido tão logo pela manhã”, explicou Sergio Moro.