“Não pode acordar e mandar tuíte da cabeça dele”, diz presidente de instituto do aço sobre Trump

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Gage Skidmore / Flickr

O presidente do IABr (Instituto Aço Brasil), Marco Polo de Mello Lopes, foi bastante duro em relação à atitude tomada por Donald Trump no início desta semana.

O presidente norte-americano postou em seu Twitter, na terça (3), sua decisão de retomar a sobretaxa sobre as importações de aço e alumínio do Brasil e Argentina, pois os dois países estariam desvalorizando artificialmente suas moedas e, com isso, prejudicando os agricultores dos EUA.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

“O Trump usou a seção 232 para impor as cotas. Isso é sério, ele não pode acordar de manhã e da cabeça dele mandar um tuíte. Existem procedimentos a serem cumpridos”, disparou Mello Lopes.

Segundo o presidente da IABr, a atitude de Trump causou a paralisação das negociações sobre exportações futuras de aço do Brasil, prejudicando o andamento da economia do País.

“Contratos de longo prazo estão sendo cumpridos, mas as negociações com outros clientes estão suspensas. Não tem nada formalizado ainda pelo governo americano, mas os clientes querem saber se o preço vai ter 25% de sobretaxa ou não e sem saber isso não tem como fechar negócio”.

Os números do aço

Marco Polo de Mello Lopes revelou que das 30,57 milhões de toneladas importadas pelos Estados Unidos no ano passado, mais de 10% tiveram origem no Brasil – 3,98 milhões, sendo 3,55 milhões de produtos inacabados.

O executivo afirmou que o governo brasileiro, em conjunto com o setor siderúrgico do País, levou proposta em outubro para a equipe de defesa comercial dos EUA sobre retirada das cotas de importação no caso de produtos semiacabados, usados pela indústria norte-americana para produção de itens como laminados que podem ser usados por montadoras de veículos.

“As equipes norte-americanas mostraram boa vontade e saímos daquela reunião com uma visão extremamente otimista de que pelo menos alguma coisa dos nossos pedidos fosse aceita. Estamos tentando agora colocar o pino de volta na granada”, concluiu.

 

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo