Bolsonaro diz que “não engoliu” decisão de Alexandre de Moraes

Marcelo Hailer Sanchez
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Crédito: O presidente Jair Bolsonaro fala à imprensa no palácio da Alvorada

Na manhã desta quinta-feira (30), ao conversar com a imprensa em frente ao Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem na PF.

“Eu espero, no mínimo, rapidez. Não justifica a questão da impessoalidade. Como ele (Alexandre de Moraes) foi parar no Supremo? Com a amizade de Michel Temer. Quando chegou a lista tríplice eu não conhecia nenhum deles. Eu ainda não engoli a decisão do sr. Alexandre de Moraes”, criticou Bolsonaro.

O presidente defendeu a nomeação de Ramagem e destacou a sua experiência na PF. “Conheci o senhor Ramagem e é uma pessoa competente segundo a própria Polícia Federal. E daí a relação de amizade? A minha segurança pessoal só não dormia comigo. Por que não posso prestigiar uma pessoa? Tirar em uma canetada, desautorizar o presidente da República ontem, quase tivemos uma crise institucional”, declarou Bolsonaro.

Ao comentar sobre as políticas de quarentena dos estados e municípios, Bolsonaro voltou a criticar diretamente o governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), e colocou em dúvida a veracidade dos números de óbitos.

“Partindo do princípio de que o número de óbitos é verdadeiro, porque o Diário Oficial da cidade de São Paulo tem colocado, na dúvida, como causa de qualquer morte o coronavírus para inflar o número e fazer uso político disso. É o governador ‘gravatinha” de SP fazendo politicagem em cima de mortes”, criticou.

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O presidente também destacou que, a volta da economia não vai ser “tão rápida” e que a “situação só não está pior” por conta do auxílio emergencial, o qual fez questão de destacar que se trata de uma ação do governo federal “pago com dinheiro público”.

Nomeação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu, na manhã desta quarta-feira (29), a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal (PF). Moraes atendeu a um pedido feito pelo PDT.

Em seu despacho, Alexandre de Moraes afirmou que as acusações do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que o presidente Bolsonaro tentou interferir no trabalho da PF somadas às mensagens trocadas com Moro revelam “ocorrência de desvio de finalidade”.