Naji Nahas entra na mira da Justiça norte-americana por suspeita de propina na Telecom Italia

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Twitter

Naji Robert Nahas, empresário libanês que foi criado no Egito e radicado no Brasil desde 1969, entrou na mira da Justiça norte-americana a pedido do governo brasileiro.

De acordo com o jornalista Jamil Chade, do Uol, Nahas é suspeito de ter se envolvido em um esquema de pagamento de propina com a Telecom Italia, no Brasil.

Segundo os registros do colunista do Uol, o especulador teria recebido mais de US$ 45 milhões de maneira ilegal.

A responsável por analisar o pedido do Brasil é Teresita Mutton, da divisão penal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O documento em mãos da Justiça norte-americana tem o pedido do Brasil para analisar Nahas por suspeitas de “corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro entre 2002 e 2006”.

O que diz o documento

De acordo com a reportagem, o documento da Justiça norte-americana suspeita que o investidor tenha atuado de forma a corromper funcionários públicos do Brasil em nome da Telecom Italia.

“De acordo com as autoridades brasileiras, em 2002 ou por volta de 2002, o contribuinte brasileiro Naji Robert Nahas (Nahas) usou suas conexões com o governo brasileiro para obter tratamento favorável da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e do CADE para a provedora italiana de telecomunicações (Telecom Italia)”, diz parte do documento.

“As evidências coletadas ao longo da investigação, incluindo entrevistas com testemunhas e comunicações eletrônicas, indicam que Nahas convenceu funcionários da ANTAEL e do CADE a permitir que a Telecom Italia ganhasse um contrato para controlar um bloco da Brasil Telecom em uma base temporária, apesar de ser a matriz da principal concorrente da Brasil Telecom no mercado de telecomunicações, a TIM Brasil. Tal controle havia sido anteriormente rejeitado pelo CADE, dadas as preocupações antitruste”, completa o comunicado.

As provas contra Nahas informam ainda o exato momento em que a Justiça norte-americana entrou no caso. Foi quando, em uma determinada parte do que foi acertado, “p pagamento ocorreria em uma conta em Nova Iorque.  A fatura instruiu a Telecom Italia a encaminhar o pagamento para a conta número XX1070, mantida no Bank Audi em Nova York, em nome de seu filho, Robert Naji Nahas”.

Sigilo

Segundo o documento americano, o Brasil pediu ao governo que tratasse o assunto de forma confidencial.

“Da mesma forma, como o Brasil busca assistência durante uma investigação criminal e pediu especificamente ao governo para manter o pedido confidencial, esta corte deve autorizar o comissário a ordenar que os destinatários da intimação não notifiquem nenhuma pessoa sobre a intimação do comissário e seu conteúdo, e emitir uma ordem selando o pedido do governo e a ordem da Corte”.

O motivo para o pedido de sigilo seria “não dar ao sujeito da investigação”, no caso, Nahas, oportunidade de destruir provas ou registros em sua posse, algo que causaria problemas ao andamento do processo, além de, de acordo com o documento, “dar ao sujeito a oportunidade de fugir, mudar os padrões de comportamento ou notificar os confederados”.

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