Nacionalização de plataformas de petróleo mudaram balança comercial de maio

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Agência Petrobras

Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, revelou nesta segunda-feira que a nacionalização de duas plataformas de petróleo mudaram a Balança Comercial de maio.

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos

Segundo Ferraz, não fossem essas operações, que totalizaram US$ 2,7 bilhões, e o superávit do mês teria batido recordes para o mês de maio, atingindo US$ 7,3 bilhões.

Com as negociações confirmadas, e a consequente nacionalização das plataformas que estavam registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, o saldo ficou em US$ 4,548 bilhões, 19,1% abaixo do mesmo mês do ano passado e o pior maio dos últimos cinco anos.

“Excluindo-se as aquisições de plataformas no valor total importado, observa-se que o saldo comercial cresceria 42,4% em maio, medido pela média diária”, ponderou Lucas Ferraz, ao G1.

Coronavírus também impactou balança

O secretário de Comércio Exterior também apontou o coronavírus como causador de impacto no resultado final da balança de maio deste ano.

De acordo com o relatório divulgado nesta segunda, o valor exportado caiu 4,2% em maio, quando considerados os preços dos produtos e a quantidade vendida.

Apesar disso, Lucas Ferraz mostrou confiança em ver o Brasil ser menos afetado nesse quesito do que outros países, principalmente no restante do ano.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

“Há sim, grande probabilidade de que teremos desempenho positivo para as exportações brasileiras no resultado consolidado do segundo trimestre deste ano, mantendo o Brasil entre as economias do G20 [grupo das 20 maiores economias do planeta] menos afetadas nas suas relações comerciais com o mundo”.

Na visão do secretário, a “arma” do Brasil para manter a competitividade nas exportações está nos produtos agropecuários.

“Esses produtos [agropecuários] têm baixa elasticidade renda, ou seja, ainda que o PIB [Produto Interno Bruto] mundial, China inclusive, venha a sofrer uma queda elevada, espera-se que a demanda por produtos agropecuários continue em alta”, concluiu.

Planilha de ações: baixe e faça sua análise para investir