Na Rússia, mina de Bitcoin investe em hidrelétricas e gera bons resultados

Jéssica De Paula Alves
Jornalista e produtora de conteúdo

Crédito: Crédito da imagem: Banco de Imagens EnvatoElements/By ivankmit

A Bitriver, maior mina de Bitcoin da Rússia conquista diversos investidores no mundo ao apostar na usina hidrelétrica como forma de gerar lucros. Aberta há apenas um ano, tem clientes nos Estados Unidos, Japão e China. A maioria deles faz mineração de Bitcoins.

De acordo com o site Infomoney, a empresa aluga um prédio próximo à usina de alumínio em Bratsk. A maior fundição de alumínio do mundo foi construída pela URSS na década de 1960. E além do fornecimento de eletricidade, o clima da Sibéria, com seus invernos longos e frios se torna favorável.

Isso porque as baixas temperaturas ajudam a manutenção dos equipamentos do data center. Assim, a equipe do bilionário Oleg Deripaska teve a ideia de construir o data center em Bratsk há cerca de cinco anos.

Embora a lei russa não reconheça a mineração de criptomoedas, o Bitriver não se dedica à mineração em si e apenas fornece equipamentos para o data center e serviços técnicos, o que significa que o negócio tem licença para operar.

A En+ fornece até 100 megawatts de energia ao Bitriver por ano, como forma de diversificar sua base de clientes e vender excesso de energia. Energia barata e estável é um ingrediente essencial para a mineração de criptomoedas. O En+ e o Bitriver também possuem uma parceria que fornece racks de computadores para mineradoras de moedas digitais.