Na Boeing, dívida crescente e 737 Max preocupam resultados trimestrais

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Flickr

Os investidores da Boeing estão na expectativa da divulgação do relatório trimestral da Companhia, em meio à preocupação constante com o programa 737 Max e à provável deterioração do balanço patrimonial.

Inclusive, a quem espere por um “desastre absoluto” para o trimestre. Nessa linha segue o analista Robert Stallard, da Vertical Research Partners, entrevistado pelo MarketWatch. 

Stallard reduziu recentemente sua expectativa para a Boeing, rebaixando as ações e reduzindo as metas de preço, após a Companhia adiar seu cronograma de retorno ao serviço do 737 Max, para possivelmente no meio do ano.

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Em média, os analistas esperam que a Boeing relate ganhos 60% inferiores ao trimestre do ano passado, além disso, estima-se uma queda no lucro por ação em mais de 90%. 

Os jatos 737 Max estão proibidos de realizarem voos em todo o mundo desde março, depois que dois acidentes mortais, com meses de diferença, foram conectados a um sistema anti-estático com defeito.

O que esperar:

Ganhos: Analistas consultados pela FactSet esperam que a Boeing relate ganhos de US$ 2,14 por ação, que seriam comparados com ganhos de US$ 5,93 por ação no quarto trimestre de 2018. O lucro ajustado é visto a 35 centavos de dólar por ação, frente a US$ 5,48 no período do ano anterior.

O Estimize, uma plataforma de crowdsourcing que reúne estimativas de analistas de Wall Street, bem como de analistas de compras, gerentes de fundos, executivos de empresas, acadêmicos e outros, espera lucros de US$ 1,68 por ação.

Receita: Os analistas consultados pela FactSet esperam vendas de US$ 21,7 bilhões para a Boeing. Isso seria inferior aos US$ 28,3 bilhões de um ano atrás. Já a Estimize vê uma receita de US $ 20,6 bilhões para a Boing.

Movimento de ações: As ações da Boeing perderam cerca de 12% nos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, o índice Dow Jones teve um avanço de 18% para o mesmo período.

A Boeing está enfrentando “uma drenagem significativa do capital de giro” e uma taxa de queima de caixa de mais de US$ 1 bilhão por mês, disseram os analistas consultados. 

Além disso, a Boeing já aumentou sua dívida líquida em 150% desde o primeiro trimestre de 2019 para cerca de US$ 20 bilhões, disseram eles.

Fonte: MarketWatch