Museu Nacional programa reabertura para 2022

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / TV Globo

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entidade responsável pela administração do Museu Nacional, assinou nesta terça-feira (3) acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e a Fundação Vale para auxiliar na reconstrução, após incêndio devastador de setembro de 2018. Com isso, a programação é que o espaço volte a abrir suas portas ao público, ao menos parcialmente, em 2022.

A assinatura cria uma nova estrutura de governança para o Museu Nacional, estabelecendo e acompanhamento a agenda de reconstrução e restauração. O projeto recebeu o nome de Museu Nacional Vive.

“Estamos assinando um termo de cooperação com a Fundação Vale, Unesco e UFRJ, com a Vale já aportando R$ 50 milhões nesse novo modelo de governança. Já arrecadamos cerca de metade do que é necessário. Nós temos o orçamento até 2022. A partir daí, (para financiar) toda a arquitetura interna, a recomposição do acervo e as exposições, nós precisaremos de mais aportes financeiros”, disse a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho.

O primeiro aporte da Vale será de R$ 13,8 milhões. No total, R$ 164 milhões já foram captados, contando os recursos prometidos pela Vale, as emendas parlamentares (aproximadamente R$ 55 milhões), verbas do Ministério da Educação (cerca de R$ 16 milhões), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES (cerca de R$ 21 milhões) e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (R$ 20 milhões), segundo o Portal de notícias G1. São necessários R$ 340 milhões para as obras de reconstrução.

Museu Nacional

O Museu Nacional tem por missão “descobrir e interpretar fenômenos do mundo natural e as culturas humanas, difundindo o seu conhecimento com base na realização de pesquisas, organização de coleções, formação de recursos humanos e educação científica, assim como atuar na preservação do patrimônio científico, histórico, natural e cultural em benefício da sociedade”.

Essa missão foi interrompida bruscamente em 2018, com um grande incêndio, que destruiu grande parte do seu importante acervo. O fogo destruiu o acervo com mais de 20 milhões de itens, entre eles fósseis, múmias, peças indígenas e livros raros, com coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica, arqueologia e etnologia.

Foi criado por D. João VI, em 1818, e tinha 200 anos quando da tragédia. Era a instituição científica mais antiga do país.

Abertura

Segundo informa a Agência Brasil, “a reabertura plena da instituição só deverá ocorrer em 2025. O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, considerou que os recursos já garantidos são um bom começo, mas lembrou que ainda há uma longa jornada pela frente, quando serão necessários maiores aportes financeiros, para recuperar, ainda que parcialmente, a importância que o Museu Nacional possuía”.

“Um dos desafios é a recomposição das nossas coleções e isso não conseguimos fazer só com as pessoas daqui. Precisamos de auxílio externo. Tivemos uma carta-aberta, publicada por 26 instituições científicas alemãs, se comprometendo a ajudar o museu e ponderando a possibilidade de doar novos exemplares. Porém, nós temos que merecer isso. Só quando tivermos um palácio com as melhores condições de segurança, para que tragédias como a de 2 de setembro de 2018 não aconteçam jamais”, destacou Kellner.

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