Multiplan (MULT3): todos shoppings serão reabertos na próxima semana

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução / Facebook / Pásio Savassi

O CEO da Multiplan (MULT3), José Isaac Peres, antecipou durante teleconferência de apresentação de resultados, nesta sexta-feira (7), que todas operações estarão funcionando na próxima semana.

Conforme Peres, apesar de modesto o resultado do segundo trimestre, mostra a resiliência do negócio da companhia.

“Os últimos meses demonstraram a força da companhia” reforçou o executivo.

A Multiplan administra 20 shoppings em seis Estados e no Distrito Federal.

E-commerce alavanca para varejo

De acordo com o CEO, o e-commerce foi importante durante a pandemia do novo coronavírus, mas não o suficiente para os lojistas nem para os clientes.

Sendo assim, reforçou a visão da Multiplan que o varejo físico continua prevalecendo e está sendo ampliando com o varejo online.

Dessa forma, a tecnologia se torna a nova alavanca para o desenvolvimento de shoppings e facilitação para os consumidores.

Investimentos

Em resposta a um analista, quando questionado sobre o crescimento da Multiplan, o CFO, Armando d’Almeida Neto, disse que “crescimento não é obrigação. A empresa encara crescimento como oportunidade”.

“A gente gosta de ter operações rentáveis”, ressalta o CFO.

De acordo com o executivo, a Multiplan foca em oportunidades de comprar bons ativos. “Comprar coisa que tá barato não é o caso. Comprar bons ativos, que possam apresentar um retorno compatível com a expectativa da companhia”.

Em relação ao caixa da empresa, o CFO disse que a companhia está avaliando o que fará com o mesmo, seja ficar com caixa, ou devolver para o acionista, ou recomprar as ações, vamos sempre olhar no longo prazo o que mais gerar mais valor para o acionista”.

Lucratividade da Multiplan

A Multiplan registrou um lucro líquido de R$ 70,8 milhões no segundo trimestre, um desempenho 38,6% inferior ao mesmo período de 2019.

Conforme a empresa, o desempenho foi impactado pela queda da receita, aumento das despesas de propriedades devido à maior provisão para inadimplência e ausência de benefício fiscal de JCP.

O Ebtida ajustado totalizou R$ 186,9 milhões, queda de 20,7%.

Enquanto a margem Ebtida ajustado ficou em 72,7%, mantendo-se praticamente estável.

A receita líquida atingiu a cifra de R$ 257 milhões no período, uma redução de 20,9%.

O NOI foi de R$ 194,8 milhões no trimestre, baixa de 32,5%.

Enquanto a margem NOI ficou em 81,2%, uma redução de 7,8 pontos percentuais.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebtida ajustado, ficou em 2,71 vezes no final do trimestre, contra 2,5 vezes no mesmo período do ano passado