Multinacionais concentram exportações; Trump tem melhora; veja mais destaques

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A inserção de  empresas brasileiras no exterior, com operações em diversos países e, em alguns casos, em escala global, tem resultado em reflexo positivo na balança comercial.

Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado pela Agência Brasil, a participação das multinacionais brasileiras nas exportações totais do Brasil passou de 18% em 2001 para 21% em 2013 e 24% no ano passado.

O levantamento mostrou que a participação dessas empresas no valor vendido ao exterior tem crescido mais que o das demais indústrias de grande porte não internacionalizadas.

O trabalho comparou a evolução das exportações de 41 grupos empresariais brasileiros que controlam e operam unidades no exterior com a totalidade do valor exportado pela indústria de transformação brasileira.

No caso das empresas que passaram a integrar um dos 41 grupos econômicos entre 2001 e 2020, computaram-se, como exportação do grupo, as exportações da empresa nos anos anteriores à incorporação.

Melhor desempenho

Na maior parte do período analisado, as multinacionais brasileiras tiveram desempenho melhor que a dos demais tipos de indústrias.

Entre 2001 e 2008, enquanto as vendas externas das multinacionais subiram 18,8% ao ano, as das empresas restantes cresceram 17,4% ao ano. Entre 2008 e 2013, essas taxas somaram 4% e 2,2% ao ano, respectivamente.

Entre 2016 e 2019, enquanto as exportações das multinacionais aumentaram 0,4% ao ano, as da totalidade das indústrias de transformação caíram 3,2% ao ano.

Somente de 2013 a 2016, as multinacionais tiveram desempenho pior. As exportações nesses grupos de empresas caíram 6,9% e 6,5% ao ano, respectivamente.

Setores

Exceto pelo setor de veículos automotores, que nos últimos anos tem sofrido com a crise econômica em diversos países latino-americanos, principalmente a Argentina, as multinacionais industriais brasileiras têm apresentado taxas de crescimento das exportações maiores que a média da indústria nacional.

O estudo agrupou as indústrias multinacionais brasileiras em seis setores: produtos alimentícios; celulose e papel; produtos químicos; metalurgia; aparelhos e materiais elétricos; e veículos automotores.

De 2001 a 2008, as vendas das indústrias com unidades no exterior subiram mais que o total das indústrias brasileiras.

De 2008 a 2013, as exportações das multinacionais do setor de veículos caem 2,3% ao ano, contra recuo médio de 0,4% ao ano.

De 2013 a 2016, quando a indústria brasileira, de modo geral, passou a exportar menos, as empresas que operam em outros países sentiram mais a queda.

Apenas as multinacionais de celulose e papel apresentaram recuo menor que a média da indústria nacional.

Entre 2016 e 2019, quando as vendas das multinacionais apresentaram leve reação, o desempenho das empresas brasileiras com inserção internacional voltou a ser superior à média.

Apenas no setor de alimentos e bebidas as exportações cresceram menos que a média da indústria nacional, mas a diferença foi quase nula: 1,2% contra 1,3% de aumento ao ano, respectivamente.

Trump está sem febre e sem falta de ar, diz médico da Casa Branca

O médico da Casa Branca Sean Conley disse que o presidente Donald Trump “está bem” e não apresentou febre nas últimas 24 horas, após o anúncio sobre o teste positivo para Covid-19 na sexta-feira.

Em entrevista coletiva diante do hospital militar Walter Reed concedida neste domingo (4), o Conley disse que Trump melhorou e está sem febre.

Os médicos do presidente Trump afirmaram que ele está sem febre e com bons níveis de saturação de oxigênio no sangue.

Médico: poderá ter alta amanhã

Se a recuperação continuar evoluindo favoravelmente, ele poderá ter alta amanhã, diz o médico Conley.

Nesse caso, ele continuaria o tratamento na Casa Branca.

Admitiu que o presidente recebeu oxigenação neste sábado e que Trump chegou na sexta com febre e falta de ar. Conley disse ainda que Trump andou pelo quarto onde está internado,

“A equipe e eu estamos extremamente felizes com o progresso do presidente”, disse Conley em coletiva em frente ao hospital, acompanhado de médicos que tratam do presidente no Centro Médico Militar Nacional Walter Reed.

Em post no Twitter,  Trump diz que sentia bem e esperava voltar à campanha, mas precisava esperar algum tempo. Agradeceu o apoio da população e dos líderes mundiais.

“Ele quer voltar ao trabalho”

O presidente Donald Trump se sente muito bem e quer voltar a trabalhar na Casa Branca, mas permanecerá hospitalizado, confirmou o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Robert O’Brien, neste domingo (4)

“Falei com o chefe de Gabinete [Mark Meadows] esta manhã e a boa notícia é que o presidente se sente muito bem e realmente quer voltar para a Casa Branca e voltar ao trabalho, mas acho que ele vai ficar no [hospital] Walter Reed por pelo menos outro período de tempo”, disse O’Brien no programa Face the Nation, da CBS.

A equipe médica de Trump disse que ele não está utilizando oxigênio ou tomando hidroxicloroquina.

Conley disse que Trump começou o tratamento com Remdesivir, um medicamento conhecido por ajudar os pacientes a se recuperarem do vírus.

No sábado à noite, a equipe médica divulgou que Trump teve melhora substancial, mas ainda não estava fora de perigo, diz boletim médico

Trump está internado em um hospital militar desde sexta-feira (2) após ser diagnosticado com Covid-19.

No sábado, a equipe médica informou que o presidente tomou uma nova dose do antiviral Remdesivir e continuava sem febre e sem oxigênio suplementar.

De acordo com o comunicado, Trump passou a parte da tarde trabalhando. Ele se movimentou pela suíte sem dificuldade.

Trump diz que “verdadeiro teste” virá nos próximos dias

O presidente Donald Trump escreveu em seu Twitter uma mensagem de agradecimento aos seus apoiadores neste domingo, direto do hospital onde recebe tratamento para Covid-19.

Levado ao Centro Médico Militar Nacional Walter Reed na última sexta-feira(2), Trump divulgou um vídeo de quatro minutos no sábado dizendo que o “verdadeiro teste” de sua condição virá nos próximos dias.

“No período próximo de alguns dias, acho que esse será o verdadeiro teste. Então veremos o que acontecerá pelos próximos dias”, disse Trump diante da câmera, parecendo cansado e vestindo uma jaqueta e uma camisa de gola aberta.

Em um tuíte na manhã deste domingo, Trump disse “muito obrigado!”, referindo-se aos apoiadores que se reuniram na noite de sábado em frente ao hospital Walter Reed agitando bandeiras da campanha Trump 2020.

Funcionários do governo descreveram a transferência para o hospital Walter Reed como preventiva e disseram que Trump ficaria lá por vários dias.

Mas em uma entrevista à Fox News transmitida na noite de sábado, Meadows revelou que a condição de Trump na sexta-feira era muito pior do que as autoridades haviam tornado públicas.

Disse que os médicos recomendaram que o presidente fosse ao hospital após constatarem febre e verificarem que seu nível de oxigênio no sangue havia caído rapidamente.

A um mês das eleições, Biden está à frente em pesquisas

Enquanto Trump se recupera e tenta voltar a fazer campanha, a imprensa americana divulgou pesquisas eleitoral que o colocam atrás do democrata Joe Biden.

Segundo pesquisa da NBC/WSJ, informada pela CNN, Joe Biden teria 53% das intenções de voto, contra 38% de
Trump.

Pela pesquisa NBC/News/Wall Street Journal, Biden está 14 pontos percentuais à frente de Trump em nível nacional na corrida eleitoral.

A pesquisa foi realizada na quinta, dois dias após o primeiro debate — e antes de Trump anunciar que foi diagnosticado com Covid-19.

Biden tem 53% das intenções de voto e Trump, 39%, de acordo com a pesquisa da NBC/News/Wall Street Journal.

Na anterior, Biden estava com 51% e Trump, 43%, oito pontos de diferença.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada neste domingo (4) revelou que Biden abriu uma vantagem de 10 pontos sobre Trump no cenário nacional, margem um pouco maior do que nos últimos dois meses.

Americanos avaliam postura de Trump diante da pandemia

Uma pesquisa Reuters/Ipsos também analisou a postura de Trump diante da pandemia.

Cerca de 65% dos americanos disseram que Trump provavelmente não seria infectado se ele tivesse levado o vírus mais a sério –opinião que metade dos republicanos entrevistados também endossam.

Cerca de 55% disseram não acreditar que Trump vinha dizendo a verdade sobre o vírus.

A campanha de Trump afirmou que o vice-presidente Mike Pence, que assume a presidência caso Trump seja incapaz de cumprir suas obrigações, terá uma programação eleitoral “agressiva” nesta semana, assim como os três filhos mais velhos de Trump.

Por repetidas vezes Trump minimizou a ameaça da pandemia, mesmo após a morte de mais de 208.000 americanos e diante da destruição da economia dos EUA.

Comissão Mista de Orçamento será instalada na terça-feira

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) será instalada na terça-feira (6), às 9 horas, quando também haverá eleição do presidente e dos três vice-presidentes do colegiado.

A reunião prevista inicialmente para o dia 29 de setembro foi adiada para a busca de um acordo sobre a distribuição de vagas entre os deputados, a pedido de líderes partidários da Câmara.

A CMO é composta por 40 parlamentares titulares (30 deputados federais e 10 senadores), com igual número de suplentes. O cálculo para preenchimento das vagas da comissão é feito pelo tamanho das bancadas na época da indicação, feita em abril.

Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que exerce a função de presidente do Congresso Nacional, a revisão das vagas poderá garantir um entendimento e a condução mais harmoniosa dos trabalhos, além do cumprimento de acordo para confirmação do deputado Elmar Nascimento (DEM-BA) como presidente da CMO.

A análise do Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021, o PLN 28/20, levará em conta as perdas de arrecadação e o aumento de gastos provocados pela pandemia de Covid-19.

Na proposta, encaminhada pelo governo no final de agosto, o salário mínimo passa dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.067. A estimativa do déficit, calculado em abril, chega a R$ 233 bilhões.

Também caberá ao colegiado analisar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2021 (PLN 9/20), que estabelece os parâmetros do orçamento para o ano que vem e que foi enviado pelo Poder Executivo em 15 de abril.

Diante dos efeitos da pandemia nas contas públicas, a equipe econômica sugeriu na LDO a adoção de uma meta fiscal flexível em 2021, diferentemente dos objetivos fixos adotados em anos anteriores.

Johnson: Reino Unido enfrentará turbulência por coronavírus

Em entrevista à BBC, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, admitiu que as “coisas podem ficar turbulentas até depois do Natal”, sinalizando que as restrições no país podem durar vários meses, até 2021.

Johnson admitiu que as pessoas estão cansadas dos lockdowns em algumas regiões do Reino Unido, em função do coronavírus, mas “que é o único caminho contra a disseminação da doença”.

A segunda onda de contágio pela Covid-19 atingiu outras regiões da Europa.

A França reportou 16.972 novos até as 14h deste sábado, segundo a Agência Nacional de Saúde Pública.

Esse número representa maior nível de confirmações diárias no país desde o início da pandemia. Houve 49 novas mortes causadas pela doença.

Segundo a Broadcast, no total, são 606.625 casos confirmados, e 32.198 mortes.

Após meses de flexibilização, países vizinhos decretaram medidas restritivas contra o novo aumento de casos da doença.

Na Espanha, novo lockdown começou neste sábado em Madri, medida que ficaram em vigor pelas próximas duas semanas. No Reino Unido, Liverpool adotou regra similar à de Madri.

A segunda onda atinge também os Estados Unidos: em Nova York, epicentro da doença no país no primeiro semestre, governo estadual anunciou que 1.731 casos foram confirmados ontem – são 134.267 no total.

Em todo o mundo, são 37.782.404 casos confirmados da Covid-19, segundo a Universidade Johns Hopkins, com 1.031.095 óbitos.

Covid-19: Brasil chega a 4,9 milhões de casos confirmados

O Brasil chegou a 4,9 milhões de casos acumulados de infecção pelo novo coronavírus.

Nas últimas 24 horas, foram 26.310 novos registros confirmados de covid-19, totalizando 4.906.833. Até ontem, o número de casos da pandemia estava em 4.880.523.

Desse total, ainda há 512.272 casos em acompanhamento e outras 4.248.574 de pessoas já se recuperaram da doença.

Os dados são do boletim do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite de hoje (3). O órgão consolida diariamente as informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde de todo o país.

De acordo com o balanço, o total de mortes em razão da pandemia é de 145.987. Nas últimas 24 horas, as secretarias de saúde acrescentaram às estatísticas 599 novos óbitos. Outros 2.412 mortes estão em investigação.

Pico da doença

Segundo os dados do Monitora Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o pico da pandemia ocorreu no dia 28 de julho, com 47.514,57 registros na média móvel de sete dias, seguido de tendência de baixa e uma queda brusca entre os dias 5 e 10 de setembro.

O pico de baixa foi no dia 13 de setembro, com 27.548 casos novos de covid-19 registrados na média móvel de sete dias, nível compatível ao do meio da ascensão da curva, em meados de junho.

Depois há uma alta no dia 16, com 31.374,86 novos casos, seguido de uma leve baixa. No dia 30 de setembro foram 26.492,86 registros e ontem 26.850,14.

Já a curva de óbitos teve uma queda brusca entre os dias 2 (876,14) e 9 de setembro (682,86) na média móvel de sete dias, após se manter com pouca oscilação, acima de 850 casos por dia, entre os dias 21 de maio e 4 de setembro.

O pico ocorreu no dia 25 de julho, quando a média móvel registrou 1.095,14 novos óbitos por covid-19 no Brasil.

Após a queda no início do mês, houve alta até o dia 15, quando o Monitora Covid-19 registrou 814,57 óbitos, seguida de uma leve tendência de queda, com 685 mortes na média móvel no dia 30 de setembro e 670,57 ontem.

Na análise do Observatório Fluminense Covid-19 por regiões do país, o gráfico semáforo indica que nenhuma delas está em Verde, que significa “vencendo a pandemia”. Os pesquisadores compilam os números de mortes e de novos casos por semana e a cor indicativa é dada de acordo com o desenho da curva resultante.

Na curva de novos casos por semana, estão em Amarelo, “quase lá”, as regiões Norte, Nordeste e Sul. O Sudeste e o Centro-Oeste, assim como o Brasil como um todo, estão em Vermelho, que significa “precisam agir”.

A curva de óbitos esta em Amarelo para Norte e Nordeste e em Vermelho para Centro-Oeste, Sul e Sudeste, além do Brasil.

*Com Agência Brasil

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