MRV (MRVE3): vendas líquidas caem 3,2%, para R$ 1,62 bi no 1TRI21

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
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Crédito: Divulgação

A MRV Engenharia (MRVE3) divulgou nesta quinta-feira (15), em sua prévia operacional, que as vendas líquidas da empresa caíram 3,2% no 1TRI21, para R$ 1,62 bilhão.

Apesar disso, com 9.714 unidades vendidas, este foi o segundo melhor primeiro trimestre da história da empresa.

O primeiro trimestre deste ano foi também o maior volume de lançamentos em um primeiro trimestre da história da companhia, totalizando R$ 1,7 bilhão em VGV, 9.996 unidades, o equivalente a um aumento de 58,0% frente ao 1T20.

Houve avanço expressivo na operação da AHS, que alcançou R$ 1,65 bilhão em VGV de Propriedades para investimento (PPI) em locação. Ou seja, aumento de 39,5% frente ao 4T20 e de 33,2% no comparativo com o 1T20.

Momento do mercado imobiliário é excelente, diz MRV

Segundo a MRV, dado o excelente momento do mercado imobiliário, que reafirma a resiliência do segmento de média renda e econômico, a MRV&Co segue empenhada em expandir suas operações em todas suas linhas de negócios, o que pode ser confirmado pelo crescimento de 58,0% dos lançamentos no comparativo com o mesmo período do ano anterior.

Dado o atual cenário de inflação de materiais na construção civil, a MRV optou por antecipar a compra e estocar parte da matéria prima necessária para a construção de suas obras, de modo a garantir o preço e evitar interrupções no fornecimento.

Assim, houve um consumo adicional de caixa que impactou na geração do trimestre. Outro efeito que impactou a Geração de Caixa negativamente foi o pior desempenho dos repasses nos primeiros meses do 1T21, em especial no mês de Janeiro.

A geração de caixa passou de R$ 174,2 milhões no 1TRI20 para negativos R$ 359,8 milhões no 1TRI21.