MRV (MRVE3) informa recuo de 39,1% no lucro do primeiro trimestre

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).

Crédito: Divulgação

A MRV Engenharia (MRVE3) registrou queda de 39,1% do lucro líquido no primeiro trimestre de 2020.

A empresa fechou o período com ganhos de R$ 115 milhões antes R$ 189 milhões de 2019. A margem líquida da MRV caiu de 12,5% para 7,7%.

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Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) somou R$ 205 milhões. Foi uma redução de 24,9% em comparação com igual período do ano passado, quando a MRV teve um Ebitda de R$ 273 milhões.

A margem Ebitda também caiu: de 18,1% para 13,7% no comparativo entre os primeiros trimestres de 2019 e 2020.

A receita operacional líquida fechou em R$ 1,499 bilhão. Assim, houve um decréscimo de 0,6% em relação ao primeiro trimestre de 2019, quando foi registrado R$ 1,509 bilhão.

Já o caixa total da empresa caiu de R$ 2,5 bilhão para R$ 1,7 bilhão. Queda, portanto, de 29,3%.

 

Maior volume de vendas da história da MRV

Como a empresa já havia reportado na prévia em abril, o primeiro trimestre de 2020 marcou o maior volume de vendas líquidas da história da MRV.

Foram vendidas 10.493 unidades, em um volume total de R$ 1,67 bilhão. Ou seja, o aumento foi de 27,9% em relação a janeiro, fevereiro e março de 2019.

Segundo a empresa, isso foi possível (mesmo em meio à pandemia de coronavírus) graças à “estrutura de tecnologia mais avançada do setor”. A MRV apostou em feirões digitais e condições especiais para imóveis durante a crise.

A empresa também registrou o menor volume de distratos para um 1º trimestre. Houve uma redução de 27,8% em relação ao mesmo período de 2019.

Dados incluem aquisição da AHS

Em 31 de janeiro deste ano, a MRV aprovou a aquisição da AHS, dos Estados Unidos. A empresa é focada em desenvolvimento e construção de imóveis destinados à locação e posterior venda.

Segundo a MRV, os dados do primeiro trimestre já incluem a aquisição da AHS.

Na aprovação da aquisição da AHS, em 31 de janeiro, a cotação do dólar estava em R$ 4,26. Por isso, o patrimônio liquido da AHS incorporado ao da MRV equivalia a R$ 396,6 milhões. Mas, agora, no fechamento do primeiro trimestre, com o dólar cotado a R$ 5,20, a variação cambial gerou um ganho de R$ 85,8 milhões no patrimônio liquido consolidado da empresa brasileira.