MRV (MRVE3) tem resultados negativos no 3T21, diz BTG (BPAC11)

Bruno Bravo Duarte
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação

Em relatório, assinado por Gustavo Cambauva, Elvis Credendio e Luís Mollo, o BTG Pactual (BPAC11) apontou que a MRV (MRVE3) obteve queda no terceiro trimestre de 2021 (3T21).

De acordo com o banco, os dados foram impactados pela venda de carteira de crédito e a perda em swap de retorno, uma vez que as ações da empresa de engenharia caíram no período.

Apesar do cenário negativo, a receita da MRV foi de R$ 1,76 bilhão, o que representa -1% ao ano, o que é 3% abaixo do previsto pela instituição financeira. Ainda de acordo com o Banco Pactual, a margem bruta atingiu 27% com a queda de 300bps ao ano. O lucro da MRVE3 foi o de R$ 165 milhões, 28% abaixo da estimativa da BTG.

BTG (BPAC11): Compreendendo a queda da MRV

Dois itens foram primordiais para o baixo desempenho da MRV no 3T21, o primeiro foi a venda de uma carteira de recebíveis que representou uma arrecadação de R$ 198 milhões superior aos R$ 18 milhões da estimativa. A perda de R$ 65 milhões em swap de retorno total – isso é sobre o preço da ação da MRV, foi outro elemento negativo que impactou as despesas com juros no resultado, sendo este, o principal fator de perda no período.

A empresa de engenharia encerrou o 3T21 com uma dívida líquida de R$ 2,5 bilhões, cerca de 39% acima dos seus pares. A MRV vendeu uma carteira de recebíveis no Brasil e dois empreendimentos nos Estados Unidos, através da marca AHS com o registro de caixa de R$ 38 milhões.

Apesar do alto investimento na construção civil, o mercado imobiliário brasileiro se encontra estagnado no atual período da pandemia de Coronavirus. Existe uma queda na busca por imóveis avulsos – aqueles que já foram habitados e nos empreendimentos de primeira locação, que são aqueles que são negociados na planta – sendo este o foco da MRV e com a baixa no número de vendas de apartamentos, o capital de giro da companhia é afetado.

Futuro da MRV

O fraco resultado da empresa neste terceiro trimestre é associado as margens pressionadas e ao baixo fluxo de caixa e de acordo com o BPAC11, o cenário continuará desafiador para a MRV a curto prazo, uma vez que, deve levar algum tempo para que as operações no Brasil voltem a  normalidade.

Em contrapartida a construtora tem ganho força nos Estados Unidos através da AHS, onde – historicamente, o mercado imobiliário é mais aquecido que no Brasil.

Conforme relatório, as ações da MRV3 estão sendo negociadas a 1,0x P/VP. Dessa forma, o BTG mantém recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 23,00.