MP do Contrato Verde e Amarelo é retirada da pauta do Senado

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / TV Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), retirou da pauta do Senado Federal a Medida Provisória 905/2019, conhecida como a MP do Contrato Verde e Amarelo,que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados.

Com a retirada da pauta, a MP caduca na segunda-feira (20) e perde a validade.

Alcolumbre atendeu apelos de vários líderes partidários, que apontaram a complexidade do tema e o tempo reduzido para análise.

O presidente do Senado disse ainda que “não vai dar garantia de que ela estará pautada na segunda-feira”.

“Eu quero avisar a todos os senadores que eu não anunciarei que essa matéria será deliberada na segundo, às 16 horas. Eu vou convocar a sessão para segundo, às 16 horas, em respeito à possibilidade de conversarmos no final de semana e tentarmos uma condição de votarmos ou não”, ponderou ainda.

As informações são da Agência Senado.

MP é mini-reforma trabalhista

Durante a votação na Câmara dos Deputados, esta semana, o projeto já sofreu maiores resistências do que qualquer outra matéria que vinha sendo votada até aqui, durante a pandemia do novo coronavírus.

O Congresso Nacional vinha experimentando um raro cenário de comunhão e consenso para que medidas de enfrentamento ao Covid-19 passassem rapidamente pelas casas legislativas e fossem implantadas em socorro à sociedade.

Mas não é o caso específico desta matéria, que é compreendida por muitos líderes como uma mini reforma trabalhista, especialmente na questão dos trabalhos aos domingos e ao acordo acima do instituído na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Assim líderes do MDB, Rede, PDT, PSD, PT, PSB, PSDB, Pros e Cidadania pediram a retirada da pauta. Já o líder do PSL, Major Olimpio (SP), e o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), insistiram para votação do projeto, segundo o UOL.

Retaliação

O presidente Davi Alcolumbre não fez questão de esconder, nem de admitir, que após os ataques realizados ontem, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou a relatoria da MP ao senador Rogério Carvalho (PT-SE).

O Partido dos Trabalhadores é sabidamente contra alterar conquistas dos trabalhadores.

Nessa quinta-feira (16), em entrevista à CNN Brasil, disse sobre Maia que “o Brasil não merece a atuação dele na Câmara; péssima sua atuação”. Afirmou ainda que “ele está conduzindo o Brasil para o caos”.

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