Morte de Soleimani foi um “ato legítimo de autodefesa”, diz procurador-geral dos EUA

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Tom Brenner / Reuters

“Um ato legítimo de autodefesa”: assim definiu o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr (foto), nesta segunda-feira (13), a ação bélica que matou o general iraniano Qassem Soleimani, segundo homem forte do Irã. Barr ainda confirmou que a Casa Branca consultou o Departamento de Justiça antes da ofensiva.

Barr foi ainda mais enfático e disse que “o presidente claramente teve autoridade para agir”, afirmando que o presidente Donald Trump agiu com autoridade e que o general do Irã era um “alvo militar legítimo”.

Estopim do conflito

Soleimani morreu em uma ofensiva com drones ao aeroporto de Bagdá, capital do Iraque, no segundo dia de 2020. A morte do ex-comandante da Força Al Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária Islâmica, foi o estopim para um acentuado crescimento da tensão entre o país persa e os Estados Unidos.

O militar era apontado como o cérebro por trás da estratégia militar e geopolítica do país. Foi sob sua liderança que o Irã reforçou o apoio ao Hezbollah, no Líbano, e outros grupos militantes pró-iranianos, inclusive no Iraque, onde o parlamento acabou aprovando a expulsão dos militares estadunidenses.

A resolução do parlamento iraquiano, aprovada no domingo (5) pede a retirada das tropas americanas do país. A medida é uma represália ao assassinato de Soleimani. Em paralelo, a Chancelaria do país convocou o embaixador americano e realizou reclamações formais contra a “perigosa violação de soberania iraquiana”.

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Visão americana

Já a Casa Branca classifica Soleimani como terrorista e o acusa de estar por trás de ataques contra norte-americanos no Oriente Médio. Pouco antes da virada do ano, milicianos iraquianos invadiram a embaixada americana em Bagdá, o que fez Trump ordenar o ataque.

Nesta segunda-feira (13), o presidente norte-americano foi ao Twitter para dizer que o ataque que Soleimani supostamente planejava era “iminente”, mas que isso “não importava diante do passado horrível” do general iraniano, sem entretanto especificar que passado era esse.

Porém, o tuíte de Trump contradiz seu secretário de Defesa, Mark Esper, que disse no domingo não haver provas de que o Irã planejava atacar quatro embaixadas norte-americanas.

As informações são da Reuters.