Morte de ditador norte-coreano é incógnita

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Wikipedia

Seguem sem resposta as dúvidas sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano Kim Jong-un.

De acordo com o site de notícias norte-americano TMZ, Kim está morto, vítima de complicações de uma cirurgia cardiovascular.

Na Coreia não há confirmações a respeito. E o fato de o TMZ ser especializado em celebridades coloca em xeque a credibilidade da informação.

O site afirma que uma equipe chinesa fez uma cirurgia às pressas no ditador, mas ele teve morte cerebral.

Kim Jong Un não aparece em público desde 12 de abril, quando visitou uma base aérea. Em 11 de abril, ele presidiu uma reunião do gabinete político do Partido Trabalhista Coreano.

Ditador faltou ao aniversário do fundador do regime

Sua ausência foi especialmente comentada em uma das mais importantes celebrações do país: o aniversário do fundador do regime comunista e avô de Kim, Kim Il-Sung, no dia 15 de abril.

O Daily NK, veículo feito por norte-coreanos refugiados, afirmou que o ditador passou por uma cirurgia e que se recupera na província de Pyongan do Norte.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a twittar a respeito, desejando uma boa recuperação.

Segundo a CNN, os serviços de inteligência dos Estados Unidos monitoram os relatos sobre a saúde de Kim, mas que não há nada de concreto a respeito. Levanta-se até mesmo a hipótese de que ele se encontre em estado vegetativo.

Também há dúvidas sobre a linha sucessória no país. Alguns dizem que, no caso de sua morte se confirmar, quem assumirá será sua esposa, Ri Sol Ju. Outros, que a irmão, Kim Yo Jong, seria a herdeira.