Moro: vídeo de reunião pode comprovar interferência na PF

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Agência Brasil

De acordo com reportagem do jornal O Globo, em seu depoimento de oito horas à Polícia Federal (PF) no último sábado (2), o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro afirmou que o presidente Jair Bolsonaro ameaçou demiti-lo caso não concordasse com uma nova substituição do superintendente da PF no Rio de Janeiro.

Segundo Moro, outros ministros participaram da reunião em que a ameaça foi feita.

O encontro teria sido gravado pela própria Presidência da República em vídeo, o que poderia ser usado como prova da acusação.

A reunião aconteceu dois dias antes da demissão de Moro, que ocorreu dia 24 de abril.

De acordo com o depoimento do ex-juiz, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, estaria presente. Ele teria se mostrado contrário à vontade do presidente de ter acesso aos relatórios da PF.

Moro alega interferência na Polícia Federal

Ao deixar o cargo de ministro da Justiça, Moro acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF.

Se as acusações de Moro forem comprovadas, Bolsonaro poderá responder por até sete crimes, entre eles o de obstrução de Justiça.

Caso não comprove as acusações, Moro poderá responder por denunciação caluniosa e crimes contra a honra.