Moro aparece com um dos principais rivais de Bolsonaro à presidência

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro ganhou mais rival em uma possível disputa presidencial em 2022, após a saída do ex-ministro Sergio Moro. Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, Moro aparece como um forte concorrente a presidência nas próximas eleições.

No cenário mais lógico, o ex-ministro surge em 2º lugar, com 18,1% das intenções de voto, perdendo somente para Bolsonaro, com 27%, e seguido por Fernando Haddad (PT), que tem 14,1%.

“Bolsonaro ganhou um adversário à altura para a próxima eleição. Ele perde muito potencial eleitoral para o Moro nas regiões Sul e Sudeste, onde reinava. Bolsonaro ganhou uma concorrência que não tinha nessa parte do país e começará a ter dificuldades por conta do Moro”, disse Murilo Hidalgo, diretor do instituto Paraná Pesquisas.

O levantamento foi realizado entre os dias 26 e 29 de abril e já retrata a crise política derivada da saída de Moro do governo.

Sergio Moro acusou Bolsonaro de interferência política na Polícia Federal ao pressionar pela saída do diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, com o objetivo de obter acesso a investigações em andamento, inclusive envolvendo os seus filhos.

Cenário Lula

Se o ex-presidente Lula concorresse, Moro cairia para o terceiro lugar com 17,5%. Bolsonaro teria 26,3%, seguido de perto por Lula com 23,1%.

Até o momento, Lula está inelegível, porque está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado em duas instâncias.

“Chama a atenção que Bolsonaro não recupera o potencial eleitoral “lavajatista”. Mostra que foi um divórcio litigioso. O contingente do Moro que estava com Bolsonaro se foi com o vento”, diz o cientista político Antonio Lavareda.

Propostas

O ex-ministro Sergio Moro não pode mais voltar ao antigo cargo de juiz, uma vez que renunciou ao posto para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Moro não é filiado a nenhum partido político, mas alguns partidos já se mostraram interessados em abrigá-lo. Entre eles estão o PSL, partido que levou Bolsonaro à presidência e o Podemos.

Depoimento

O Depoimento de Sérgio Moro está marcado para começar hoje às 11h em Curitiba, Paraná. A Oitiva foi determinada por Celso de Mello, do STF, que, na quinta-feira à noite, deu cinco dias para que fosse realizada.

A confirmação do depoimento foi feita ontem à noite.

Moro prestará o depoimento para dois delegados da Polícia Federal e três procuradores destacados pela PGR. A estimativa é que o depoimento tenha duração de 3 horas.

O ex-ministro da Justiça prometeu provas das acusações de tentativa de interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal.

A investigação vai se concentrar na suposta prática dos crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça e corrupção passiva. Se não provar as acusações que fez, Moro pode responder por denunciação caluniosa e crime contra a honra.

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No Twitter agora, Bolsonaro chama Moro de “Judas”.