Moro concede o envio da Força Nacional ao Ceará

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, emitiu ontem (19) a autorização para o envio da Força Nacional de Segurança Pública ao Ceará. Segundo informações da Folha de São Paulo, a decisão atende ao pedido de auxílio do governador, Camilo Santana (PT).

Ainda conforme a Folha, o governador informou Moro, em ofício, “sobre movimento paredista da polícia do estado”. E solicitou que o ministro intervisse com o “envio da Força Nacional de Segurança Pública para colaborar com as forças de segurança estaduais na garantia da lei e da ordem”. Moro afirmou que os primeiros integrantes da Força Nacional devem desembarcar no Ceará na tarde desta quinta-feira (20). Moro designou “à Polícia Federal, à PRF (Polícia Rodoviária Federal) e à Força Nacional de Segurança Pública que adotem as medidas possíveis com vistas a prestar o apoio necessário”. Além disso, sugeriu que “sejam tomadas as necessárias providências para que o movimento paralisação seja encerrado o mais brevemente possível”. Aliás, o ministro confirmou a chegada da PRF como reforço em 48 horas. A previsão é de que as tropas permaneçam em auxílio ao Ceará por, no máximo, 30 dias.

Também por informações da Folha, não é a primeira vez que Moro envia agentes federais ao Ceará. A Força Nacional foi enviada em janeiro de 2019, para auxiliar no controle das ocorrências comandadas por facções criminosas. Inclusive, o protesto dos PMs contra a remodelação dos salários, proposta pelo governo, está ocorrendo desde terça-feira (18) à noite. Após a tentativa de invadir um quartel ocupado por policiais, o senador Cid Gomes (PDT) acabou sendo baleado. Conforme o último boletim médico divulgado, Cid está “lúcido e respirando sem auxílio de aparelhos”. Por fim, até ontem (19), contabilizou-se 261 policiais em investigação pela participação no protesto, proibido pela Justiça. Até o momento, três foram detidos.

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