Morning Call: Trade War, balanços e indicadores agitam a semana

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores

Crédito: imagem/reprodução/trademape

O acordo comercial preliminar entre americanos e chineses, que ficou conhecido como Fase I, deve ser assinado nesta quarta-feira (15) em Washington. O vice premiê chinês, Liu He, desembarca em solo americano após longa fase de tradução do acordo e a expectativa é de que o grande gatilho de volatilidade de 2019, possa finalmente ser superado.

A semana nos reserva ainda, o início da temporada de balanços nos EUA, além da divulgação de importantes indicadores econômicos, tanto lá fora quanto em nossa economia doméstica: Hoje é dia de conhecer os dados da balança comercial chinesa e a tendência de emprego (Conference Board) do mês de dezembro nos EUA.

Também serão divulgados ao longo da semana a inflação ao consumidor (CPI), os preços ao produtor (PPI) e a atividade industrial de janeiro, além da produção industrial, vendas no varejo de dezembro e o aguardado livro bege (quarta-feira), tudo isso referente ao mercado norte-americano.

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Por aqui a agenda também será forte: além do tradicional boletim Focus, a segunda-feira nos reserva o IPC-Fipe e balança comercial semanal.

Ao longo da semana, conheceremos também o IGP-10 de janeiro e o IPC-S na quinta-feira, além do IBC-Br. Amanhã é dia de conhecer o resultado da pesquisa do setor de serviços do IBGE, na quarta-feira o destaque fica por conta das vendas no varejo e também na quinta-feira, o IBC-Br, o principal termômetro para avaliação do ritmo de crescimento da economia brasileira, tudo isso referente ao mês de novembro.

Requer atenção dos investidores, os desdobramentos dos atos em Teerã, que culminaram em protestos que pediram a renúncia do aiatolá Ali Khamenei, o que joga a favor dos interesses de Donald Trump, que se manifestou pelo tuíter, deixando claro que não vê problemas em negociar com o Irã, sob a condição de que este, abra mão da posse de suas armas nucleares.

Por aqui, o mercado está ansioso para tirar a “prova real” com a divulgação de novos indicadores que confirmem em que pé anda e à qual velocidade, a retomada do crescimento econômico brasileiro, depois da frustração com fraca atividade industrial de novembro e os dados pouco animadores sobre a venda de veículos, disponibilizados pela Anfavea.

A divulgação de números melhores também é aguardada e vista como fundamental para que o Brasil volte a ser visto pelos estrangeiros, como um destino possível para o curto e médio prazo. Até o momento, o cenário de retirada de dinheiro estrangeiro do nosso mercado, repete o que foi a tônica de 2019 e este dinheiro parece estar fazendo falta para a bolsa, que tem se segurado com pode, com os recursos internos das pessoas físicas.