Morning Call: poucas bolsas apresentam sinal positivo nesta manhã

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Notícias Principais 14 de Novembro de 2019 / às 09:28 / há 33 minutos Não entro em guerra comercial, Brasil faz negócios com todos, diz Bolsonaro Reuters Staff1 Min, DE LEITURABolsonaro, Xi e Putin em Fórum Empresarial dos Brics em Brasília 13/11/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino

Pessimismo predomina nos mercados com impasse na trade war e novos dados econômicos ruins. As negociações paradas entre EUA e China provocam indecisão em investidores na Ásia. Europa opera em baixa. Mercado de commodities começa a reagir.

Ásia sem direção única

O possível impasse nas negociações entre EUA e China, noticiada nos últimos dias, vem deixando os investidores indecisos.

Entre as notícias econômicas, a China informou que a produção industrial cresceu 4,7% em outubro em relação ao ano anterior, mais lentamente que o esperado (5,2%) e menor que o aumento de 5,8% observado em setembro.

Dados do Japão também mostraram que o país cresceu mais lentamente que o esperado, com a economia crescendo 0,2% no 3º trimestre em relação ao ano anterior, contra a previsão de expansão de 0,8%, após uma expansão de 1,8% no trimestre anterior.

Nikkei 225 [-0,76%]
Shanghai [+0,16%]
Hang Seng [-0,93%]

Commodities reagem

Ainda em reação à queda dos estoques americanos medidos pela API ontem, o petróleo opera em alta hoje.

A referência britânica do petróleo, o Brent, opera com ganho de 1,15% a US$ 63,09 o barril. A referência norte-americana, o WTI, opera em alta de 1,02% a US$ 57,70 por barril.

O ouro opera com alta de 0,38% a US$ 1.468,85 por onça-troy.

Europa também em queda

Os mesmos fatores relacionados à guerra comercial e dados econômicos fracos que impactaram as bolsas asiáticas afetam os europeus.

Fatores domésticos também influenciam negativamente, com dados da Alemanha mostrando a economia estagnada, embora fora de uma recessão técnica no 3º trimestre. A economia do país cresceu 0,1% no 3º trimestre, melhor que a queda de 0,1% prevista, mas com o 2º trimestre revisado para baixo.

O PIB da zona do euro como um todo cresceu 0,2% na margem e 1,2% ao ano.

Alemanha | DAX [-0,40%]
Inglaterra | FTSE 100 [-0,38%]
França | CAC 40 [-0,07%]
Europa | Euro Stoxx 50 [-0,17%]
Itália | FTSE MIB [-0,01%]
Euro/Dólar | € 1,0996 | [-0,09%]
Libra esterlina/Dólar | £ 1,2843 | [-0,05%]

Mercado futuro com viés de baixa

O assessor da Casa Branca, Peter Navarro, negou “rumores” de fracasso nas negociações com a China e disse estar otimista sobre acordo comercial com o país asiático. A declaração veio após o aumento das incertezas com as negociações EUA-China e os boatos de um impasse ganharem força nos noticiários.

O porta-voz do ministério do Comércio Chinês, Gao Feng, disse há pouco que a guerra comercial iniciou com a imposição de tarifas e deve terminar com a eliminação delas.

Também contribuem para a baixa das bolsas os dados ruins da economia asiática e europeia.

Dow Jones 30 [-0,14%] | 27.722 pontos
S&P 500 [-0,16%] | 3.090 pontos
Nasdaq [-0,20%] | 8.249 pontos
VIX [-0,04%] | 13,97 pontos

Mercado brasileiro segue em queda

No Brasil, segue acontecendo a reunião da Cúpula dos Brics.

O Ibovespa encerrou em baixa, com o exterior pesando, em queda de 0,65% e 106.059 pontos, tendo como mínima 105.260 pontos (-1,39%) e máxima 106.785 pontos (0,03%). O volume financeiro desta sessão somou R$ 35,04 bilhões.

O dólar devolveu os ganhos que teve durante o dia, trabalhando na maior parte em alta, encerrando em alta marginal de 0,01%, cotado a R$ 4,174, tendo mínima de R$ 4,169 (-0,12%), e máxima de R$ 4,195 (+0,50%). Nesta quarta (13), a moeda americana atingiu o segundo maior valor de fechamento da história.

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