Morning Call: O que esperar de 2020

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Foto: Reprodução/iStock

Os mercados voltam ao “batente” nesta quinta-feira, abrindo oficialmente o calendário 2020 para o mercado financeiro, com uma enorme expectativa em torno da retomada do crescimento econômico brasileiro e o consequente sucesso de sua bolsa valores, que pode subir ainda mais que os 32% registrados em 2019.

Também no PIB, as expectativas são as melhores, partindo de um crescimento de 2,3% até projeções ainda mais otimistas. A confirmação de que a Fase um do acordo comercial entre EUA X China será assinada no próximo dia 15, é um gatilho importante que deve garantir o fôlego inicial do Ibovespa para retomar os 117 mil pontos e ir, quem sabe, ainda mais além já no curto prazo: 120 mil pontos.

O rating do país também pode ser melhorado pelas agências de classificação de risco e para tal, é imperioso que o governo siga apoiando a equipe econômica em sua agenda de reformas; a Tributária parece ter voltado a ser a número 1 na lista de prioridades e de acordo com Rodrigo Maia, deve ser votada, tão logo se encerre o carnaval.

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Importante ressaltar também, que as prévias do Banco Central, dão conta de que o déficit do setor público em 2019, deva vir pela metade: R$70 bilhões dos R$139 bilhões provisionados pelo governo.

Além disso, existe a expectativa de que em se confirmando este “alinhamento dos astros”, a bolsa brasileira possa recuperar, ao menos em parte, o saldo negativo superior a R$ 43 bilhões, que deixaram nosso mercado no ano que passou.

Esse dinheiro extra, faria companhia ao orçamento previsto, proveniente das aberturas de capital (IPO), de novas emissões por parte de empresas já listadas (follow ons) e do projeto de desestatização, a exemplo do foi verificado pela intenção do BNDES em se desfazer da totalidade de sua carteira de ações, que englobam companhias como Petrobras e JBS.

É claro que em ano eleitoral nos EUA, todo cuidado é pouco, ainda mais considerando o fato de que do outro lado, temos um Donald Trump, que não entregará os pontos sob hipótese alguma. Tão longo encerrada a novela impeachment, Trump deve estabelecer sua campanha, com enfoque nos excelentes resultados entregues por sua equipe econômica, além do melhor momento para as bolsas de NY na história.

Do lado chinês, nota-se a crescente preocupação do governo em seguir estimulando a economia, que já não deve crescer mais, os incríveis dois dígitos ao qual havia se habituado.

Com o objetivo traçado, as expectativas alinhadas e o conhecimento de algumas armadilhas que se possa encontrar pelo caminho, é hora de arregaçar as mangas, colocar o pé na estrada e partir rumo aos 150, 170 mil pontos.

Que 2020 seja o nosso grande ano!

(Com Filipe Teixeira e equipe Wizir)