Morning Call: o fim da primeira temporada da Trade War

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores

Crédito: Jason Lee / Illustration Reuters

Encerra-se nesta quarta-feira após quase dois anos de idas e vindas, trucos e retrucos, tarifas e sobretaxas, a Fase I da Trade War, que nada mais é que um pontapé inicial na busca por um maior equilíbrio comercial nas relações entre americanos e chineses.

O déficit comercial dos EUA em relação à China vinha em uma crescente vertiginosa desde o início da década de 90 e coube a Donald Trump, a ingrata missão de estancá-la.

Em 2018, o déficit americano no comércio de bens chineses era de 419,5 bilhões de dólares. Após as tarifas alfandegárias aplicadas, caiu 14,7% entre janeiro e outubro de 2019, segundo dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

A assinatura do pacto entre as duas super potências econômicas, além de buscar um maior equilíbrio em prol dos americanos, é também um importante instrumento político para Trump, já que o confronto com a China foi uma de suas promessas de campanha.

Os detalhes divulgados até o momento, é de que o acordo inclui avanços na transferência de tecnologia, além de melhor acesso ao mercado chinês para empresas do setor financeiro. Também afirma que Pequim comprará 200 bilhões de dólares em produtos americanos nos próximos dois anos.

No dia de ontem, o mercado foi surpreendido com a notícia de que as sobretaxas já impostas, a aproximadamente US$360 bilhões em produtos chineses, serão mantidas até a eleição americana, dando a Trump uma maior garantia de comprometimento chinês na continuidade das negociações.

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Na agenda econômica, o destaque fica para o livro bege (16h), espécie de termômetro da economia americana e aqui no Brasil, os olhares estão voltados para as vendas no varejo (9h), que devem mostrar força em especial, pela Black Friday e pela liberação de saques do FGTS.

O otimismo pelo aumento previsto do consumo, contrasta com outros indicadores que ainda mostram uma lentidão muito acima das expectativas do mercado em relação à retomada econômica.

Ontem, o Ibovespa teve que caprichar no Sprint final para fechar em leve alta de 0,26% aos 117.632 pontos, com volume financeiro de R$21,1 bilhões. Já o dólar, fechou em queda de 0,27% cotado a R$ 4,13.