Morning Call: Morte de líderes militares no Irã pode pôr fim ao rali nas bolsas

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Alegria de pobre dura pouco: horas após comemorar a abertura oficial de 2020 com quebra de recordes em Nova Iorque e aqui no Brasil, com rompimento dos 118 mil pontos e sólida alta de 2,53%, o investidor já se viu obrigado a tirar o cavalo da chuva (já que estamos nos ditos populares) com a confirmação da morte do mais poderoso líder militar do Irã, Qassem Soleimani, em um bombardeio autorizado por Donald Trump.

Soleimani estaria planejando ataques contra militares americanos no Iraque, de acordo com o Pentágono, logo, sua morte é vista do ponto de vista militar, como a eliminação do principal inimigo de Washington, mas do ponto de vista diplomático, o incidente pode ser o estopim de um grave confronto no oriente médio.

Na ação, um dos maiores comandantes paramilitares do Iraque, Abu Mahdi al-Mohandes, também foi morto; ele era apontado como o mentor do ataque à embaixada americana no Iraque durante o réveillon.

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Os efeitos imediatos devem ser vistos na cotação do petróleo, que pode atingir as máximas verificadas em outro incidente pouco explicado: em setembro do ano passado, drones atacaram a sede da Saudi Aramco, destruindo parte da produção saudita.

É de se esperar também a velha e conhecida busca pela mão amiga na hora difícil, ou seja, uma corrida por proteção em moedas fortes (iene e libra) e no ouro.

Os ventos de guerra devem ofuscar uma sexta-feira sem indicadores importantes aqui no Brasil, lá fora, existe a expectativa de melhora nos dados do índice ISM, que mede a atividade industrial.

Também é aguardado os dados de investimentos em construção do mês de novembro, que devem indicar uma reversão na queda de 0,8% verificada em outubro.

Mas o destaque mesmo deve ficar por conta dos desdobramentos e represálias do que parece mais um iminente e duro confronto no oriente médio e como isso irá refletir nas bolsas, que vinham acelerando forte desde o início do mês de dezembro, portanto, todos atentos às cenas dos próximos capítulos, mas ao que tudo indica, acabou o rali.

(Com Filipe Teixeira e equipe Wizir Research)