Morning Call: Ásia e futuros em NY sinalizam recuperação

Filipe Teixeira
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Após outra sessão de fortes quedas, os índices futuros em NY mostram boa recuperação nesta quinta-feira (02), acompanhado em boa parte pelos principais índices europeus, com exceção de Madrid que no momento é o único a trabalhar no terreno negativo.

O petróleo dispara com altas acima de 9% depois que a China divulgou planos para aumentar suas reservas, buscando normalizar o quanto antes, sua atividade industrial.

Na Ásia, o dia foi misto, com perdas no Japão e na Austrália e ganhos na Coréia do Sul. O índice Shangai encerrou o pregão com alta de 1,69%.

Depois de passar pelo pior trimestre desde 2008, as ações americanas estão lutando para ganhar tração, à medida que as empresas cortam dividendos e mais estados dos EUA promovem severas restrições ao movimento de pessoas em meio à pandemia de coronavírus.

As fatalidades aumentaram na França e na Espanha, enquanto a Itália e a Alemanha adotaram medidas de bloqueio e a Flórida ordenou que as pessoas ficassem em casa. Nova York e Nova Jersey disseram que as mortes dobraram nos últimos três dias.

O índice global MSCI (sigla para Morgan Stanley Capital International), criado em 1969 e utilizado como parâmetro para diversos fundos de investimento, amarga perdas de 26%, desde 23 de janeiro, o dia em que a China optou (tardiamente) pelo isolamento da cidade de Wuhan, à época, o epicentro mundial do Covid-19.

Ocultamento

Falando nisso, a China rejeitou a conclusão da comunidade de inteligência americana de que Pequim ocultou a extensão da epidemia de coronavírus e acusou os EUA de tentar culpar a China por seu próprio tratamento em relação ao surto.

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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Hua Chunying defendeu na quinta-feira como “aberta e transparente” a resposta da China ao vírus identificado pela primeira vez em dezembro na cidade de Wuhan, no centro da China, em resposta ao relatório confidencial encomendado pela Casa Branca, que concluiu que Pequim subnotificou tanto o total de casos quanto as mortes pela doença.

Hua questionou a velocidade da resposta dos EUA ao vírus depois de proibir a chegada da China em 2 de fevereiro.

“Alguém pode nos dizer o que os EUA fizeram nos dois meses seguintes?”, afirmou.

Nessas horas, como diz o filósofo Homer Simpson: a culpa é minha, eu coloco em quem eu quiser…

Inconclusivo

A hidroxicloroquina, remédio contra a malária que alguns médicos vêm tentando como tratamento contra o Covid-19 , não mostrou resultados animadores até agora no hospital francês Pitie Salpetriere.

“Nós usamos bastante isso porque era uma das esperanças”, disse Eric Caumes, chefe de doenças infecciosas do hospital de Paris, na BFM TV. “Mas não temos a impressão de que haja uma eficácia espetacular. Provavelmente nem é eficaz. Caumes disse terá dados mais concretos no final da semana.

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, são os maiores entusiastas do medicamento. Trump elogiou recentemente o medicamento, por prometer conter a pandemia do Covid-19, alimentando otimismo e levando alguns hospitais a armazená-lo, mas não há evidências conclusivas de que ele funcione contra o novo coronavírus.

A hidroxicloroquina mostrou resultados promissores em um pequeno estudo na França, mas sua metodologia foi desafiada. Em outro pequeno estudo na China, o medicamento não foi mais eficaz que o tratamento convencional.

Por enquanto, “temos mais estudos mostrando que não funciona do que estudos mostrando”, disse Caumes.
Pitie Salpetriere foi classificada como o melhor hospital da França no ranking da Newsweek de 2020.

Por hora, enquanto a ciência segue buscando avanços concretos para conter o vírus, aos mercados, resta aguardar pelo cumprimento integral dos pacotes de ajuda já anunciados, além da esperança em ver o aguardado achatamento das curvas de novas infecções, como resultado das medidas de isolamento social.

O certo é que neste cenário indefinido, o mais indicado é mesmo encarar um dia de cada vez.