Morning Call: em Davos, mais uma importante missão para Paulo Guedes

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Divulgação / WEF20

Marcada pelo feriado americano de Martin Luther King e o exercício de opções, a segunda-feira dá o pontapé inicial na semana que se inicia sob a expectativa da participação do ministro da Economia Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial.

Além do fórum, que reunirá em Davos, na Suíça, líderes, chefes de Estado e empresários, a agenda brasileira será marcada pela divulgação do IPCA-15 de janeiro e pelo Caged, relatório divulgado pelo Ministério do Trabalho para acompanhar a situação da mão de obra formal no Brasil.

Na Suíça, Guedes falará em painéis de terça-feira (21) a quinta-feira (23) e o foco de seus discursos devem estar concentrados em dois pontos: a redução do déficit fiscal em 2019 e a evolução da agenda de reformas estruturais, vitais para a recuperação econômica e a geração de empregos.

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Acostumado a dar um show de otimismo por onde passa, Guedes tem a missão de vender o Brasil, minimizando a fraqueza indicada pelos últimos dados divulgados, além de limpar a barra do governo sobre o absurdo episódio de sexta-feira, envolvendo o discurso nazista do ex-secretário especial da cultura, Roberto Alvim.

Na quinta-feira, o IPCA-15 de janeiro deve apresentar uma inflação mais estabilizada, corrigindo a disparada do preço das carnes verificada no mês de dezembro, agora já mais sob controle. Em se confirmando essa tendência, certamente teremos um aumento nas apostas de um novo corte na Selic – de 25 pontos base – no Copom marcado para daqui a 15 dias (05/02 e 06/02).

Já as projeções para o Caged de novembro (ainda sem data definida) são menos otimistas: estima-se uma redução considerável na criação de vagas no comparativo ao mês de novembro.

Lá fora, o indicador mais aguardado virá somente na sexta-feira: a leitura preliminar do PMI de janeiro nos EUA, onde as bolsas já registraram somente em 2020, 6 dias de recordes triplos nas bolsas de NY, a curiosidade é descobrir qual o teto do otimismo impulsionado pela recém-aberta temporada de balanços e a não menos recente assinatura do acordo comercial com os chineses.