Morning Call: E agora Trump? (o dia depois dos ataques do Irã)

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay

As temidas retaliações iranianas aos ataques que culminaram na morte de seu general, Qasem Soleimani, se deram tão logo o cortejo fúnebre do ex-comandante ter chego ao seu destino final, sua cidade natal na província de Quermã. Os ataques tiveram como alvo duas das maiores instalações americanas no Iraque e ocorreram exatamente à 01h20, mesmo horário do assassinato de Soleimani. Ao todo, 12 mísseis foram disparados pela Guarda Revolucionária Iraniana.

“Alertamos o Grande Satanás, o regime arrogante e tentador dos EUA, de que qualquer agressão ou outro movimento será recebido como uma resposta mais dolorosa e esmagadora”, diz o comunicado emitido pela Guarda.

A divisão das forças armadas do Irã advertiu ainda que pode realizar novos ataques em território americano, em Dubai e Israel, caso os EUA resolvam contra-atacar.

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O impacto do revide iraniano, como esperado, levou pânico aos mercados futuros que assim permaneceram até o pronunciamento de Trump no Twitter:

“Está tudo bem! Mísseis lançados do Irã em duas bases militares localizadas no Iraque. Avaliação de vítimas e danos ocorrendo agora. Até aqui, tudo bem! Temos os militares mais poderosos e bem equipados em qualquer lugar do mundo, de longe! Vou fazer uma declaração amanhã de manhã.”

A manifestação de Trump acalmou os mercados e, ao menos momentaneamente, funcionou para diminuir a expressiva alta no petróleo, que chegou próxima dos 4%. O novo pronunciamento, ainda sem horário confirmado, deve esclarecer melhor o posicionamento americano ao ataque, bem como seus próximos passos.

Por aqui, o mercado estará atento à postura do governo em relação às medidas estudadas (há pelo menos dois meses, como dito pelo ministro Bento Albuquerque) em relação ao aumento do preço do barril do petróleo, que impacta diretamente no preço dos combustíveis.

Bolsonaro já demonstrou preocupação com a questão por diversas vezes, o que causa arrepios no mercado, de que a exemplo do passado não muito distante, o governo Federal venha a interferir na política de preços da Petrobras.

Por hora, as fontes do governo brasileiro falam em propostas alternativas, mecanismos de compensação e a criação de fundo de equalização, mas todas elas, carecem de detalhes e, enquanto isso, dão margens para especulações das mais diversas.

O dia promete ser pesado e a volatilidade deste início de 2020, que já contava em sua agenda com os desdobramentos do impeachment de Trump, as discussões em torno da segunda fase do acordo comercial com a China e a eleição americana, ganha agora um novo e potente aliado.