Morning Call: A pior semana desde o subprime?

Cláudia Maia
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Crédito: Reuters

A agenda econômica será intensa nesta sexta-feira e promete dividir as atenções com o grande protagonista do momento, o coronavírus. Os preços ao consumidor nos Estados Unidos, medidos pelo índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) pode enfim mostrar uma leve recuperação na leitura preliminar de fevereiro, se aproximando um pouco mais da meta estabelecida pelo governo. A atividade industrial, medida pelo ISM/Chicago, tem a expectativa de vir próxima dos 46 pontos, mesmo resultado da leitura anterior.

Fechando de mercado americano, teremos ainda a estimativa para o sentimento do consumidor final de Michigan e a divulgação do número de poços e plataformas de petróleo em operação, divulgados pela Baker Hugues, uma das maiores empresas de serviços de campo de petróleo do mundo.

Na Alemanha, teremos a leitura preliminar de fevereiro para o índice de preços ao consumidor (CPI) e aqui no Brasil, o maior destaque fica por conta da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que fornece informações sobre mercado de trabalho, associadas a características demográficas e educacionais.

Mas o grande destaque do dia na agenda econômica nos remete mais uma vez à China, que divulgará seu indicador de atividade industrial mais bem-conceituado e utilizado por profissionais do mercado: o PMI (Purchasing Managers Index) oficial de fevereiro, que enfim deve oferecer respostas em torno do impacto do coronavírus em sua atividade econômica.

Mas é sempre bom lembrar que os números chineses nem sempre condizem com a realidade, para dizer o mínimo. Ainda assim, se espera um número impactante, que traduza a interrupção da cadeia produtiva nas indústrias chinesas e como isso comprometerá o PIB do terceiro trimestre.

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Outro ponto de atenção neste último pregão da semana fica por conta do dólar: o Banco Central promete ofertar hoje nada mais, nada menos que US$4,65 bilhões de dólares em leilões para suprir a demanda por proteção em meio ao flagrante quadro de estresse provocado pela rápida disseminação do coronavírus pelo mundo.

As incertezas sobre os efeitos econômicos ainda devem ser verificadas por mais tempo, indicando que até o momento, ainda parece loucura prever onde será o fundo do poço.

Ao que tudo indica, a sexta-feira determinará uma das piores semanas para os mercados desde a crise de 2008. Neste momento os mercados na Europa derretem, refletindo as fortes quedas registras nas bolsas asiáticas: a bolsa de Xangai fechou em queda de 3,7% e em Tóquio, o índice Nikkei fechou em queda de 3,67%. No pré-mercado de NY, Dow Jones futuro cai 1,76%, o S&P 500 -1,73% e o índice Nasdaq -2%.

 

(Com Filipe Teixeira, da Wisir Research)


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