Morgan Stanley diz que política de distanciamento social deve durar até 2021

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução/ Twitter

Morgan Stanley, um dos principais bancos de investimentos do mundo, fez uma previsão ainda mais sombria sobre a crise do novo coronavírus. Para analistas de biotecnologia da empresa, medidas de isolamento e distanciamento social devem durar até, pelo menos, o segundo trimestre de 2021, em torno de um ano a partir de agora.

O meio do ano que vem é quando se imagina que a ciência já tenha desenvolvido uma vacina eficaz contra o Covid-19.

A expectativa do Morgan Stanley é de que a economia norte-americana, a mais atingida pela pandemia, só volte ao estado pré-coronavírus no último trimestre de 2021.

As informações são da revista Exame.

Recuperação da economia

Bruno Lima, analista de renda variável da Exame Research, acredita que as ações vão se adiantar à recuperação: “o mercado precisa trabalhar com alguma trajetória. Se for cada vez mais de encontro com as expectativas, ele vai antecipando o preço antes”.

“Até lá”, segundo a revista, “Lima acredita que os investidores vão continuar monitorando os pontos de inflexão da doença nos países com maior representação no Produto Interno Bruto mundial”.

Por outro lado, os investidores observam países mais atingidos pela pandemia para tentar prever quando o problema começará a recuar nos Estados Unidos.

Itália, Espanha, França e Reino Unido, os mais preocupantes na Europa, podem dar uma ideia de como se comporta o vírus em países mais abertos do que a China.

No mundo

Em metade dos 180 países que contaram algum caso confirmado de Covid-19, foram adotadas medidas restritivas à circulação de pessoas.

No mundo todo, são cerca de 4 bilhões de pessoas em algum regime de distanciamento social. Isso é mais do que 50% da população mundial, que hoje está em torno de 7,8 bilhões.

O impacto econômico é uma das grandes preocupações, após a preservação de tantas vidas quanto for possível. Isso depende basicamente do tempo que a crise vai durar.

O Morgan Stanley acredita que “Nova York deve ser um dos primeiros estados a atravessarem o pico do surto, que deve ser nesta semana. No entanto, a quantidade de infectados deve continuar se acelerando até o início de maio em estados interioranos e da costa oeste”.

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