Moody’s prevê recessão “menos severa”, mas dívida bruta maior

Paulo Amaral
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Crédito: Divulgação / Sada

A Moody’s, agência de classificação de risco, divulgou relatório nesta terça (8), no qual avalia que a recessão no Brasil será “menos severa” do que o esperado.

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De acordo com a agência, a recuperação dos indicadores de atividade econômica apoia a qualidade de crédito do Brasil.

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“A retomada da consolidação fiscal, como indica o Orçamento, daria apoio à qualidade de crédito do Brasil, embora uma proposta de ampliação do gasto social seja um risco de elevação de despesas”, afirmou, em nota oficial.

Moody’s alerta para dívida maior

A agência advertiu, no entanto, que o cenário fiscal do Brasil segue preocupante, com o aumento da dívida pública para 95% do PIB em 2020 (2019 fechou em 76%).

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A agência estimou ainda que o déficit fiscal será de 14,7% do PIB em 2020, enquanto a dívida do governo deverá se aproximar de 95% em 2021.

A nota da Moody’s para o Brasil segue como Ba2, com perspectiva estável, mas pode melhorar, principalmente pelo comprometimento do governo em avançar com reformas estruturais, como a administrativa.

“As perspectivas para a nota de crédito do País vão depender do ritmo e grau de recuperação econômica e consolidação fiscal”, comentou a agência.

PIB e previsões para os próximos anos

De acordo com a Moody’s, que analisou os riscos políticos e a pressão que o governo enfrenta para manter os programas sociais após 2020, tudo isso está atrelado à nota de crédito do Brasil.

A agência avalia que, se o Brasil romper o teto de gastos, por exemplo, e fizer a dívida do governo aumentar, prejudicará a nota nos próximos relatórios.

A Moody’s está mais pessimista do que o governo em relação ao PIB de 2020. Enquanto o governo prevê uma retração de 4,7%, a agência aposta em uma queda de 6,2% no período.

Para 2021, a perspectiva é de uma expansão de 3,6% e, para 2022 e 2023, com a retomada da atividade econômica e do consumo, a previsão é de que o crescimetno se estabiliO Produto Interno Bruto (PIB) teve contração recorde de 9,7% no segundo trimestre sobre o primeiro, segundo dados do IBGE. O governo estima que o PIB vai contrair 4,7% neste ano.

A Moody´s é mais pessimista e vê retração do PIB em 2020 de 6,2%, ressaltando a incerteza em relação à retomada da atividade no restante do ano. Para 2021 a projeção da agência é de expansão de 3,6%.

A perspectiva de recuperação da atividade econômica em 2021 leva em consideração uma retomada contínua do consumo e danos relativamente limitados ao setor produtivo. A partir daí, a expectativa é de que o crescimento se estabilize em torno de 2,5% em 2022-23.

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