Moody’s alerta que classificação de risco do Brasil pode mudar

Paulo Amaral
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A Moody’s, agência de classificação de risco, admitiu nesta segunda-feira que o rating do Brasil pode mudar – para pior – na próxima avaliação.

De acordo com nota distribuída às agências de notícias, a possibilidade de uma recessão ainda mais profunda atingir o País em breve coloca em risco a perspectiva “estável” da última avaliação.

“A dinâmica de crescimento do Brasil está sujeita a riscos negativos”, comentou Samar Maziad, analista principal da Moody’s para os ratings soberanos do Brasil, à Reuters.

“Se a deterioração fiscal se tornar permanente, esse seria o gatilho crítico para repensar as perspectivas”, completou o especialista.

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Riscos políticos

A Moody’s manteve o rating do Brasil em “Ba2” em sua última análise, distribuída aos clientes na sexta-feira, apostando em três pilares para a recuperação: uma retomada da austeridade fiscal em breve; taxas de juros em recordes de baixa ajudando no pagamento do serviço da dívida; baixa dívida externa e fortes reservas internacionais.

Agora, com a crescente tensão política envolvendo principalmente o presidente Jair Bolsonaro, o foco pode mudar e, a classificação de risco do Brasil, também.

“Estamos cientes dos riscos existentes; uma contração econômica mais profunda, dinâmica política e uma possível deterioração permanente no desempenho fiscal”, comentou Maziad.

PIB

A última avaliação da Moody’s apontou que a economia do Brasil deve sofrer uma retração aproximada de 5,2% em 2020.

Essa previsão marcaria a maior retração anual desde que os registros começaram, em 1900.

De acordo com a Reuters, autoridades do Ministério da Economia insistem que as despesas de combate à crise serão limitadas apenas a este ano.

Segundo a pasta, o governo retomará seu esforço para recuperar as finanças públicas no mesmo nível no próximo ano.

Essas medidas emergenciais terão um impacto estimado de R$ 349,4 bilhões no saldo primário do governo central deste ano.

Em relação ao déficit primário do setor público consolidado, o rombo poderá chegar a R$ 700 bilhões.

Esse número representaria, mais ou menos, 9% do Produto Interno Bruto.

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