Montadoras de veículos retornam as atividades, mas mantêm cautela

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução / Pixabay

As montadoras de veículos de todo o país retornaram de férias, as atividades de fabricação de carros também já estão a todo vapor. Mas não será como nos outros anos, devido a uma baixa rentabilidade nos negócios.

Em 2019, a produção automobilística cresceu 2,3%. Para esse ano, a expectativa é aumentar 7,3%, mas com o setor operando com cautela, utilizando apenas 60% da sua capacidade total, segundo informações do Estadão.

Para que o setor volte a aumentar sua capacidade total, o mercado de veículos, de compra e venda deveria voltar a crescer. Atualmente, muitas montadoras dependem do auxílio das matrizes. Em 2019, as matrizes enviaram para suas subsidiárias no Brasil, cerca de 8,3 bilhões.

Segundo a reportagem do Estadão, o valor é 22% menor que o mesmo período em 2018. Contabilizando de 2014 a 2019, as montadoras de veículos locais receberam auxílio em socorro de US$ 64 bilhões. Sendo que o lucro foi de US$ 1,86 bilhões.

Comparando com os anos de 2008 a 2013, as remessas das matrizes chegaram a somar US$ 25,6 bilhões. Com empréstimos e aportes em torno de US$ 14 bilhões, segundo o Banco Central na reportagem.

As montadoras de veículos são conhecidas por oferecer bons empregos, e, já chegaram a possuir 4,9 mil vagas em 2019. Atualmente, estão empregados 125,6 mil colaboradores, esse é o menor contingente na década.

Por enquanto, não deve haver contratações novas. Apenas se forem abertos novos turnos de trabalho, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Expectativas

Quanto ao ano de 2020, a expectativa é que a alta da produção seja puxada pelo mercado interno. Devido a menor taxas de juros e equilíbrio na inflação. As melhorias econômicas ainda não são suficientes para que o setor possa voltar a tona. Portanto, enquanto isso as montadoras preferem manter a cautela. Já que as exportações caíram 32% em 2019, e, devem diminuir mais 11% neste novo ano.