Monitor do PIB aponta retração de 0,1% no 3TRI21, aponta FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Monitor do PIB, divulgado nesta sexta-feira (19) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mostra que a economia brasileira registrou uma retração de 0,1% no terceiro trimestre de 2021, na comparação com os 3 meses anteriores. Já sobre o mês de setembro, houve crescimento de 0,3% em relação a agosto.

Na comparação interanual a economia cresceu 4,1% no 3º trimestre e 2,4% em setembro.

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“A economia brasileira reverteu a trajetória de recuperação que havia sido observada no terceiro e quarto trimestre de 2020 e no primeiro trimestre deste ano, comparativamente aos trimestres imediatamente anteriores. No segundo e terceiro trimestres deste ano ocorreram duas taxas negativas de -0,1% em comparação aos trimestres imediatamente anteriores. Por sua vez, a taxa acumulada em 12 meses, até setembro foi de apenas 3,7%”, destacou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

monitor do pib

Além disso, o monitor do PIB também estimou que o resultado de 2020 será revisado de -4,1% para -4,2%. Isso ocorre após o IBGE ter reduzido a taxa oficial de crescimento de 2019, de 1,4% para 1,2%.

Risco de recessão técnica

Os números oficiais do PIB do 3º trimestre serão divulgados pelo IBGE em 2 de dezembro. No 2º trimestre, a economia brasileira teve retração de 0,1%, após alta de 1,2% nos 3 primeiros meses do ano.

As projeções feitas pelo mercado e indicadores antecedentes, a economia brasileira ficou estagnada entre os meses de julho a setembro. Existe, portanto, a possibilidade da entrada em uma recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de queda.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado uma “prévia” do PIB, apontou uma retração de 0,14% na comparação com os três meses anteriores.

Setor de serviços foi destaque positivo no 3º trimestre

De acordo com a FGV, o destaque positivo é o setor de serviços. Anteriormente, o setor havia sofrido quedas mensais contínuas e elevadas desde abril do ano passado. Na situação atual, acumula taxa de crescimento de 3% em 12 meses até setembro.

“No setor de serviços tem relevância a atividade de outros serviços, que representa cerca de 15% do PIB, que chegou a ter taxa mensal negativa de 22,7% e que apresentou taxas positivas elevadas a partir de abril deste ano. Este desempenho se deve à maior abrangência da vacinação que possibilitou a maior interação entre as pessoas com idas a hotéis, bares, restaurantes, viagens etc. Isto é compatível com o consumo de serviços por parte das famílias que neste trimestre cresceu 8,9%, enquanto o de bens, à exceção de semiduráveis (vestuário e calçados), reduziu-se”, afirmou Considera.