FGV: monitor do PIB aponta alta de 1,4% em fevereiro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/FGV

O Monitor do PIB-FGV, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (20), aponta crescimento de 1,4% na atividade econômica em fevereiro.

No trimestre finalizado em fevereiro, o crescimento é de 2,9%. Na comparação ano a ano, a economia cresceu 1,6% em fevereiro e 0,7% no trimestre móvel findo em fevereiro.

Em termos monetários, estima-se que o PIB do primeiro bimestre de 2021, em valores correntes, foi de 1 trilhão, 366 bilhões e 820 milhões de reais.

Para Claudio Considera, coordenador da pesquisa, o crescimento não causa euforia, mas mostra a recuperação da economia, mesmo sob forte impacto da recessão da pandemia.

Dentre as três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços), apenas a indústria apresentou pequena retração de 0,4% em fevereiro.

Reprodução/FGV

Os serviços cresceram 1,4%, sob influência de informação (5,3%) e intermediação financeira (7%) além da contribuição da taxa negativa de outros serviços (-0,8%).

 

Consumo das famílias

O consumo das famílias retraiu 3% no trimestre móvel findo em fevereiro em comparação ao mesmo período do ano passado.
Apenas o consumo de produtos duráveis cresceu no trimestre e o consumo de serviços segue sendo o grande responsável pelo desempenho ainda negativo do consumo das famílias.

Formação bruta de capital fixo

A Formação bruta de capital fixo (FBCF) cresceu 19,5%. O componente de máquinas e equipamentos é o principal responsável por este resultado expressivo na taxa trimestral ainda influenciado pelo forte crescimento em dezembro de 2020 devido à importação de plataforma de exploração de petróleo.

Exportação

A exportação retraiu 3,1% no trimestre móvel findo em fevereiro, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os segmentos exportados que retraíram no ano foram os de produtos agropecuários (com recuo expressivo de 24,3% no trimestre), os serviços e os produtos da extrativa mineral.

Em contrapartida, os segmentos que apresentaram desempenho positivo foram os bens de consumo, os bens de capital e os bens intermediários.

Importação

A importação apresentou crescimento de 6,9%.

Este resultado positivo foi influenciado, principalmente, pelo crescimento elevado dos bens de capital devido à importação de plataformas em dezembro de 2020, o que ainda se reflete na taxa trimestral móvel finda em fevereiro.

Além da importação dos bens de capital, o outro componente da importação que registrou aumento na taxa trimestral móvel finda em fevereiro foi a importação dos bens intermediários e a queda mais expressiva da importação foi verificada em serviços.

Outras projeções para o PIB

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 1,7% em fevereiro ante janeiro, bem acima do esperado pelo mercado, que era de alta de 0,5%. Em janeiro, a alta foi de 1,04%.

Na comparação com fevereiro de 2020, o indicador registrou alta de 0,98%. No acumulado de 12 meses, houve recuo de 4,02%. No ano, a alta é de 0,23%. E, no trimestre, de 3,13%.

IBC-Br é mensal, divulgado pelo Banco Central, ao passo que o PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE.

Já o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central toda segunda-feira, com as expectativas das instituições financeira para os principais dados econômicos do país, tem projeção de alta de 3,04% no ano. Sendo que esta é a sétima projeção de queda seguida. Há quatro semanas, a expectativa era de 3,22%.