Monitor CVM: Vale (VALE3) estende manutenção de mina no Canadá

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Vale

A Vale anunciou nesta quarta-feira (8) que decidiu estender o período de manutenção na mina de Voisey’s Bay, no Canadá, por até mais três meses, enquanto monitora o avanço e os eventos associados à pandemia de coronavírus.

No dia 16 de março deste ano, a companhia havia comunicado que a mina entraria em manutenção por 4 semanas por causa de sua localização remota e para proteger a saúde de comunidades indígenas da região. Até esta data, nenhum dos funcionários em Voisey’s Bay foi testado positivamente para covid-19.

Segundo a Vale, a instalação de Long Harbour (LHPP) continuará em operação, utilizando o concentrado armazenado para manter a produção de níquel e cobalto nos níveis planejados.

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A produção de cobre em Voisey’s Bay, no entanto, será reduzida devido a parada da mina, com um impacto de até 6 kt no primeiro semestre de 2020.

Petrobras (PETR4 PETR3) cancelamento de dividendos

A Petrobras (PETR4 PETR3) após cancelar ontem (7) a AGO, comunicou também o cancelamento de todas as datas referentes ao pagamento de dividendos com base no resultado anual de 2019, no valor de R$ 1,7 bilhão, bem como as datas de corte de direito de dividendos das ações negociadas na B3, e para os detentores de American Depositary Receipts (ADRs) transacionados em Nova York e as datas de ex-direitos em ambos os mercados.

Segundo a companhia, a proposta para pagamento dos dividendos em 15 de dezembro de 2020 será mantida. Todas as datas constarão na proposta da administração a ser divulgada quando ocorrer a convocação da AGO.

Celebração de contratos de partilha

A Petrobras comunicou nesta quarta-feira, que celebrou três contratos no regime de Partilha de Produção referentes aos blocos marítimos da Bacia de Santos (Búzios, Aram e Itaipu) no dia 30 de março.

Os blocos foram adquiridos por meio de leilão competitivo público conduzido pela a ANP.

Na 6ª Rodada, a estatal brasileira atuou em consórcio, com uma participação de 80% (operadora), juntamente com a empresa CNODC Brasil Petróleo e Gás, com participação de 20%, para aquisição dos direitos relacionados ao Bloco Aram.

Na Rodada do Excedente da Cessão Onerosa, a Petrobras arrematou o Bloco Búzios em parceria com a CNODC Brasil Petróleo e Gás (5%) e a CNOOC Petroleum Brasil (5%), sendo operadora com a participação de 90%. Adquiriu também 100% do Bloco Itapu.

No dia 10 dezembro de 2019, a Petrobras realizou pagamento de R$ 34,420 bilhões  referentes à primeira parcela do bônus de assinatura de 90% de participação da Petrobras no Bloco Búzios.

Em 27 de dezembro, a companhia desembolsou R$ 32,761 bilhões, referentes à segunda parcela do bônus de assinatura do Bloco Búzios R$ 26,955 bilhões relativa à participação detida pela Petrobras; ao bônus de assinatura para aquisição de 100% de participação no Bloco Itapu R$ 1,766 bilhão, ambos contratos com vigência de 35 anos.

E R$4,040 bilhões relativos a aquisição de 80% de participação pela Petrobras no Bloco Aram. O contrato de Aram tem vigência de 7 anos para exploração e 28 anos para produção, podendo ser prorrogável.

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