Monitor CVM: Vale (VALE3) e BR Propertires (BRPR3) levantam recursos

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Divulgação

A Vale (VALE3) sacou R$ 262,3 milhões de linha de crédito rotativo no BB, no dia 27 de março.

De acordo com a empresa, a operação apresentou custos mais atrativos, se comparado com custo de captação da Vale.

BR Properties (BRPR3) aprova emissão debêntures

A BR Properties (BRPR3) aprovou 14ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 250 milhões.

Os recursos serão destinados ao resgate antecipado da totalidade das debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, da 8ª emissão da companhia.

Serão emitidas 25 mil debêntures, pelo preço unitário de R$ 10 mil. Sobre as debêntures incidirão juros remuneratórios correspondentes a 137,00% do DI.

Os títulos terão vencimento em 3 anos contados da data de emissão, vencendo-se, portanto, em 1 de abril de 2023.

Cosan (CSAN3): contratos com pedido de revisão

A Cosan (CSAN3) publicou comunicado ao mercado em resposta à notícia veiculada pelos portais O Estado de São Paulo e Isto É Dinheiro em 03/04/2020, sob o título “Empresas alegam ‘força maior’ e já pedem revisão de contratos na Justiça”.

Segundo o comunicado, a companhia está adotando medidas de readequação das operações, como o envio de notificações de revisão contratual e, para segmentos específicos, declaração de força maior feita pela Raízen Combustíveis em relação aos contratos de aquisição de etanol citados na reportagem, uma vez que, com a queda da demanda por combustíveis já verificada em todo o país, não será possível a aquisição dos volumes originalmente contratados.

Todas essas medidas estão de acordo a legislação aplicável aos referidos contratos.

A companhia reforçou que os contratos notificados e que foram objeto da reportagem não representam uma parcela significativa das obrigações da Raízen.

Uma parte significativa dos volumes já foram repactuados para se enquadrar na atual conjuntura. Por isso, a companhia não viu necessidade de fazer qualquer comunicado ao mercado naquele momento.

Além disso, a Cosan informou que está mantendo diálogo próximo com autoridades e partes envolvidas. Essa interação visa encontrar soluções frente ao cenário de incerteza e desafios trazidos pela pandemia.

Light (LIGT3) aprova criação de reserva especial

O Conselho de Administração da Light (LIGT3) aprovou por unanimidade a alocação da totalidade do dividendo mínimo obrigatório, em reserva especial da companhia, no dia 26 de março.

Segundo o comunicado, a medida foi tomada por causa das incertezas trazidas coma pandemia mundial do novo Coronavírus e com as recomendações e decisões das autoridades governamentais; que ainda não se é possível mensurar os reflexos na operação, receitas tarifárias e a arrecadação da companhia; bem como aconselhamento do assessor legal da companhia.

A proposta ainda precisa ser aprovada em assembleia geral ordinária.