MoneyWeek: educação financeira é fundamental para enfrentar crises

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: MoneyWeek/Reprodução

A Educação financeira na era digital foi o tema da live de abertura do segundo dia do MoneyWeek, nesta terça-feira (23).

O professor de finanças independente, Edgar Abreu, e o professor especializado em certificações financeiras Lucas Silva debateram o tema, com mediação do CEO daEQI Investimentos, Juliano Custodio, e da jornalista Fabiana Panachão.

Para os entrevistados, a crise recente causada pela pandemia do coronavírus tem como dado positivo o fato de acelerar a percepção de importância da educação financeira. Isso porque as pessoas sentiram na pele a necessidade de se ter uma reserva de emergência.

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Para Abreu, é possível que agora haja um boom de busca por informações.

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Estabilidade econômica

Hoje, por uma questão cultural, as pessoas possuem uma trava para falar de dinheiro e de organização financeira.

Segundo Lucas Silva, isso está associado ao fato de o país ter atingido a estabilidade econômica apenas recentemente. Até 1994, os altos índices de inflação não permitiam previsibilidade e não se guardava dinheiro.

Há ainda um segundo fator que é dificuldade de implementação das orientações mais básicas de educação financeira: de adequar os gastos aos ganhos. Na prática, destaca Silva, a conversa inicial sobre dinheiro sempre vai ser ruim.

“As pessoas querem pular etapas, de endividado para rico, sem passar pela educação financeira”, resumiu Juliano Custódio.

Confira como foi a live clicando aqui.

Proteção

A formação mínima em investimentos funciona como forma de proteção a promessas de ganhos fáceis que se proliferaram nas redes sociais em que pessoas passaram a compartilhar suas carteiras de investimento.

Para Abreu, o público precisa ter conhecimento mínimo para conseguir julgar se uma informação é crível.

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E é também fundamental porque se reflete em diversas áreas da vida. A desorganização financeira tem reflexo nos relacionamentos familiares e até na saúde física e emocional.

Lucas adverte que é preciso estar mais preparado porque outras crises devem se suceder e ficou comprovado que ter um respaldo para superar momentos de turbulência é urgente.

Capacitação

A missão da educação financeira, apesar de sua importância, está a cargo de iniciativas pontuais hoje de instituições privadas. É muito tímida ainda a disposição do Ministério da Educação em incorporar a disciplina aos currículos, presente em algumas poucas escolas privadas.

Se, por um lado, a busca por conhecimento básico ainda engatinha, por outro tem crescido a demanda por maior capacitação, para quem de alguma forma já avançou um pouco mais no mundo dos investimentos.

Segundo Lucas, a procura por certificação é crescente e parte não apenas de profissionais do mercado, mas de outras áreas também.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos

Ele cita o certificado CPA10 e CPA20, que dá conhecimento básico para comercializar produtos de investimento para níveis diferentes de investidor. Há, contudo, diversos outros, como CNPI, CFP e CFA, de maior complexidade, voltados para investimentos e planejamentos financeiros mais sofisticados.