Money Week: pandemia foi o melhor educador financeiro

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
1

Crédito: MoneyWeek/Reprodução

Saber proteger o dinheiro de si próprio é um dos principais desafios de quem quer entrar no mundo dos investimentos. A dica é de dois importantes profissionais dedicados à educação financeira e ao comportamento do investidor, Vera Rita de Mello Ferreira, professora e coordenadora da Vértice Psi, e Mauro Calil, especialista em finanças da Academia do Dinheiro.

Eles participaram da live Psicologia Econômica: Como Lidar Melhor Com Seu Dinheiro, nesta quarta-feira (24), terceiro dia da MoneyWeek, com mediação da jornalista Fabiana Panachão.

Veja como foi a live completa clicando aqui.

Participe do maior evento de investimentos da América Latina

A recomendação dos especialistas pode ser traduzida em ter disciplina de investimento e domar a insatisfação permanente nata do ser humano, que muitas vezes acaba desembocando no consumo.

“Temos uma ânsia de buscar alguma coisa que nos dê satisfação. Estamos sempre atrás um alívio”, explicou Vera, para quem está valendo muito ainda aquela máxima de que temos que renunciar a prazeres imediatos para ter mais conforto no futuro.

Clique aqui e inscreva-se gratuitamente para acompanhar a MoneyWeek!

Aprendizado pela dor

A crise gerada pela pandemia no coronavírus, no entanto, segundo os profissionais, acabou acelerando o processo de aprendizado “pelo caminho da dor”, na medida que detonou a procura por mais informações.

Calil destacou que, sob esse ponto de vista, a pandemia se mostrou o melhor educador financeiro, pois fez as pessoas gastarem menos, reduzirem o consumismo e passarem a pensar em ter um colchão de proteção.

Vera Mello, que é membro do comitê internacional de educação financeira da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), enfatizou que três pontos estão sendo muito discutidos nessa fase pós-pandemia.

Efeitos da pandemia

O primeiro é a resiliência financeira, ou seja, como as pessoas estão conseguindo ou não atravessar a crise sem se desorganizar totalmente.

O segundo ponto é como os “novos pobres” vão se organizar para se tornarem investidores.

E, por fim, o terceiro é como, do ponto de vista psíquico, as pessoas que tiveram que queimar sua poupança irão se motivar para recompor essas reservas.

Aversão à perda

Os profissionais também chamaram a atenção para as reações diante dos solavancos financeiros, causadas por outra característica igualmente relacionada à ancestralidade, que é a aversão à perda.

Dúvidas sobre como investir? Consulte nosso Simulador de Investimentos 

Um investidor inconformado com o prejuízo acaba se expondo a mais risco do que faria normalmente sem se dar conta disso, na tentativa de compensá-lo. “O medo da perda é mais motivador para o ser humano que a esperança do ganho”, resumiu Calil.

A orientação, com ou sem crise, é sempre manter a serenidade, evitar o efeito manada e fazer planejamento de médio e longo prazo.

Com relação às dicas para recomposição de reservas, para quem teve que queimá-las, a primeira é não se desfazer de aplicações que estavam garantindo boa rentabilidade. Melhor é mantê-las e refazer o colchão de segurança por meio de novas receitas.

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos.