Money Week: ações do tipo small caps são analisadas por Eduardo Guimarães, da Levante Ideias de Investimentos

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Reprodução / Money Week

Eduardo Guimarães é especialista em ações na Levante Ideias de Investimentos. Ele atua há 15 anos no mercado de capitais como analista de ações em bancos de investimento e fundos de ações. É especialista em planejamento financeiro.

Ele foi entrevistado no terceiro dia da Money Week, que vai de 25 a 29 de novembro, com organização da Transformação Digital e da EuQueroInvestir!. O conteúdo de todas as entrevistas está disponível de maneira gratuita neste link. É só acessar, se cadastrar e assistir a tudo.

Eduardo analisa o cenário novo na economia brasileira. Quando a taxa de juros era alta, o investidor tinha o melhor dos mundos: liquidez imediata, baixo risco e alto rendimento. Mas agora tudo mudou, com a taxa Selic caindo ao longo do ano e com previsão de fechar ainda mais em baixa do já está agora.

O otimismo de Guimarães vem do tripé macroeconômico controlado: “Inflação sob controle, taxa Selic no menor nível da história e crescimento do PIB, principalmente de renda e emprego”.  E mais: “Dessa vez (o ciclo econômico), é diferente. A última vez que o PIB caiu tão forte, em 2015, 2016, a economia desceu 7%. A última vez que isso aconteceu foi lá no crash de 1929, em Nova York. A gente vai sair de menos 7%, em 2015 e 2016, para talvez mais 6% no período 17, 18, 19 e 20. É uma virada muito brusca. Acho que nos últimos 100 anos é a segunda vez que isso vai acontecer”.

Fluxo na Bolsa

O número de pessoas atuando na Bolsa de Valores brasileira dobrou no último ano. Guimarães ressalta que “é importante falar que a projeção é de um milhão e meio de pessoas na Bolsa. Ainda é (um número) muito baixo, menos de 0,3% da população brasileira – baixo se comparado com a Colômbia, com o Peru, a Bolívia. Esse número dobrou em doze meses – eram 800 mil um ano atrás. Eu chamo isso de o fim da cultura do CDI. Com a Selic baixa, acabou aquela molezinha de liquidez, alto retorno e sem risco. Então, não tem mais o bom, bonito e barato. Você pode estar perdendo dinheiro se mantiver o dinheiro em CDI. As pessoas têm que correr mais risco para não perder dinheiro. É um novo momento do investidor brasileiro”.

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“O investidor local aumentou a participação dele em ações”, informa. “Dá mais ou menos R$ 5 bilhões o aumento em fundos de ações por mês. Pelo menos este é o número de 2019. Só que os fundos de ações representam apenas 8% do total (investidos), ainda é muito pouco. Não faz muito tempo era 10%, 12%. Existe potencial de aumentar muito mais”.

Dinheiro estrangeiro

Um outro fator de otimismo vem com o dinheiro de fora. “Nossa expectativa é de que o Brasil recupere o grau de investimento no segundo semestre de 2020”, torce Guimarães. “Em algum ponto ali, o estrangeiro vai ver que a dívida pública do país vai se manter estável diante do PIB, por causa das reformas. O estrangeiro vai ver que o Brasil tem menos risco. Mas ele ainda não voltou”, lembra.

Cinco pilares

Em resumo, o bom momento da economia brasileira, que estimula o investidor a buscar a renda variável, segundo Eduardo Guimarães, está calcado em cinco pilares: “Tem o tripé macroeconômico, que tá muito sólido (como já mencionado); o fluxo estrangeiro, que ainda não veio e deve vir com o grau de investimento; o aumento da alocação em renda variável, as pessoas já estão colocando mais dinheiro na Bolsa; tem a virada do ciclo econômico, o chamado ‘dessa vez, é diferente’; e o quinto, que acho que as pessoas não estão considerando, é o aumento do lucro das empresas. A gente espera que as empresas em Bolsa cresçam em 20% ao ano seus lucros”.

“No Brasil, vão acontece duas coisas ao mesmo tempo: vai ter a Bolsa brasileira reprecificada, ou seja, ao invés de pagar um preço-lucro de 13, 14 vezes, vai pagar 15, 16 vezes; e o lucro das empresas vai crescer mais, podendo até passar desses 20%, principalmente as empresas menores; dependendo, claro, do crescimento da economia”, explica.

Small Caps

As small caps ainda não estão no Ibovespa. “É como se fosse aquele lado B do disco de rock, não é aquela música número 1 da parada de sucesso, mas está ficando mais conhecida”, compara Eduardo. “Ela tem um valor de marcado menor que US$ 1 bilhão e ela negocia menos. Então, o interessante para a pessoa física investir em small caps é que elas são líderes em seus mercados, só que os grandes fundos não investem porque o valor de mercado é muito pequeno. É a grande oportunidade para o investidor pessoa física”.

Eduardo ressalta que, se a Bolsa crescer 30% ao ano, as small caps tendem a ficar ainda mais rentável: “Em torno de 50% ao ano, porque o lucro delas cresce mais”.

Vale ter em mente que o prazo é um pouco mais longo do que o Ibovespa, segundo Guimarães, “porque a liquidez é menor e o risco, claro, é maior; mas uma small caps tem a menor relação risco-retorno, com esse cenário atual”.

E como escolher boas ações de small caps? “São três maneiras”, enumera Eduardo Guimarães. “Primeiro, você pode comprar o ETF, que é um fundo que replica o índice SMLL e está subindo uns 50% em doze meses; você pode comprar um fundo de ações de small caps; ou você pode fazer a sua carteira recomendada e você que opera – vai precisar ter conta em corretora, escolher as ações, você mesmo comprar e fazer a gestão ativa – sempre diversificando”.

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O cenário econômico virou do avesso e o país já não é mais o mesmo.

As taxas de juros caíram à níveis jamais vistos no Brasil desde o final do governo Militar (imagem abaixo) e levaram os rendimentos de Renda Fixa para próximo de Zero (ou negativos no caso da poupança).

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