Money Week: Rodrigo Borges, criador do Buscapé, avalia o mercado das startups nos estágios iniciais

Fernando Augusto Lopes
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Crédito: Reprodução / Money Week

Rodrigo Borges tem em seu currículo a fundação do Buscapé, em 1998. Esteve envolvido em todas as rodadas de investimentos da empresa. Não é pouca coisa: a marca Buscapé é bem conhecida até hoje, mais de vinte anos após seu nascimento, caso raro na Internet. Hoje ele é sócio fundador da DOMO Invest, fundo de venture capital focado em investimentos early stage, estágio inicial de desenvolvimento dessas novas empresas.

Borges foi um dos entrevistados no segundo dia da Money Week, semana de entrevistas e palestras organizada pela Transformação Digital e pela EuQueroInvestir!, que vai de 25 a 29 de novembro e cujo conteúdo pode ser acessado e conhecido na íntegra (e gratuitamente) neste link.

O começo

Rodrigo Borges afirma que, apesar da enorme quantidade de informação disponível, “não existe fórmula mágica, mas algumas recomendações vão aumentar as chances de ser bem-sucedido. Então, se você tem um time bom, uma ideia boa, com um modelo de negócios rentável, seguindo esses passos, dificilmente você não vai achar o caminho certo”.

De fato, hoje há muito conhecimento à disposição para o empreendedor. Quando Borges criou o Buscapé, as informações que existiam eram voltadas para os negócios tradicionais. E havia um desafio técnico: “a Internet lá atrás era muito rudimentar”.

Outra ponto para superar: “O mercado era muito pequeno, ninguém comprava online, as pessoas não estavam 100% conectadas como hoje”. Ao mesmo tempo, Borges lembra que existia muito pouca competição. “Hoje, são milhares de startups”, diz.

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O primeiro ou o mais rápido

“O que a gente falava muito lá atrás”, lembra, “era que o primeiro player que fosse entrar no mercado ira dominá-lo – o que a gente chama de first mover. Hoje, ser first mover não necessariamente é a melhor opção. Você tem que ser o first scaler, o primeiro que escala. Uma vez que você colocou sua solução no mercado, você precisa escalar rápido, para ser o player dominante, o mais valioso para os acionistas. E é aí que entra o papel do venture capital: financiar a escalada do empreendedor”.

São vários estágios dessa escalada de financiamento: anjo, seed, series A, B, C e até D e E, se a empresa quiser manter-se em capital fechado. “Cada fundo se prepara para ajudar a startup naquele estágio”, diz Borges. “O fundo está disposto a tomar o risco no estágio que startup está, investir um montante de capital referente àquele estágio e ajudar a passar para o próximo degrau”.

Uma grande mudança em 2019

O mercado de startups e de fundos para startups tem evoluído rapidamente. Borges afirma que “2019 teve uma mudança grande em relação aos anos anteriores. Não superamos ainda a crise, tem muito desemprego, mas já deu uma estabilizada. A gente já sabe qual é o fundo do poço e pode subir. A questão do juros terem caído foi excelente. Diversos investidores que antes estavam em renda fixa, agora começam a procurar alternativas e venture capital é oportunidade bem interessante”.

Investidores internacionais

O cenário é muito bom, segundo ele. “Os investidores internacionais estão olhando para o Brasil e tem um (como a multinacional japonesa), SoftBank,  que criou um fundo de US$ 5 bilhões só para a América Latina. Isso mais do que duplica o total de capital investido aqui na região”, explica.

Um exemplo de investimento do SofBank está na Argentina, com investimento de US$ 150 milhões em uma startup de pagamentos.

Uma vez que os japoneses olham para o mercado brasileiro, outros investidores internacionais começam a voltar suas atenções para cá também.

Mesmo com essas boas notícias, a América Latina ainda recebe um onze avos do investimento que arrecada a Índia. É um dado que demonstra ainda o potencial de investimento na região, especialmente no Brasil: “A falta de capital ainda é um limitador para os bons empreendedores do país, mas existe oportunidade para empreender”, afirma.

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