Money Week: Aumento de CPFs na bolsa motiva mudanças em RIs

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Money Week/Reprodução

A chegada de cada vez mais pessoas físicas à Bolsa de Valores tem colocado um desafio às áreas de relação com investidores (RI) das companhias para facilitar o acesso desse público às informações.

O esforço tem sido para tentar aproximar a empresa desse novo acionista em um contexto em que a cultura do investimento em ações ainda é pequena.

O diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Relações com Investidores (IBRI), Bruno Brasil, afirmou que é uma situação nova para os profissionais da área e as empresas estão se adaptando. Marília Nogueira, diretora de comunicação da entidade, acrescenta que tem ocorrido um esforço das companhias em melhorar a linguagem das comunicações, a fim de ser compreensível aos novos entrantes.

Eles participaram da live O papel do RI nas empresas, no último dia do Money Week, nesta sexta-feira (26), mediados pela jornalista Fabiana Panachão.

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Novos formatos

As mudanças de comportamento trazidas pela pandemia de coronavírus ajudaram nesse trabalho de aproximação entre empresas e investidores. Diversas reuniões virtuais abertas com especialistas foram realizadas, envolvendo até CEOs de companhias, destacou Bruno Brasil.

Isso em um momento em que a oferta de informações sobre investimentos explodiu nas redes sociais.

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Até mesmo divulgações mais frequentes, como os resultados trimestrais, estão sendo feitas em novos formatos. Em vez de apenas em relatório impresso e volumoso, há empresas optando até por vídeos, semelhantes a um telejornal.

Os profissionais recomendam a esses novos investidores que conheçam melhor as empresas antes de investir. E os sites das companhias são um local riquíssimo em dados. Bruno Brasil destacou em especial o relatório anual, considerado um raio X da empresa, e que tem sido modernizado.

Conhecimento

Essa tarefa, segundo ele, é importante para evitar frustrações. Como profissional responsável por fazer a intermediação entre a empresa o e mercado, ele adverte que o investidor tem que analisar bem a empresa e combinar isso com seus objetivos.

Nem todas pagam bons dividendos, nem todas tem potencial de expansão, mas podem ter expectativa de valorização. Isso tudo tem que ser compreendido.

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Com relação aos requisitos para um profissional de RI, Marilia destacou que é importante ser um funcionário que transite em todas as áreas da empresa. Isso porque possui uma atuação de mão dupla.

Tanto precisa passar as informações ao mercado como levar as demandas do mercado para dentro da empresa. “É a pessoa que tenta ajudar na precificação correta do ativo por meio de informações ao mercado”, disse Brasil.

Marília acrescentou que o investidor não gosta de surpresas, nem boas nem ruins, mas o profissional também tem que mensurar o peso da informação e como deve ou não ser transmitida. “O papel do RI é de transparência”, resumiu.

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