Money Week chega à 4ª edição: relembre os melhores momentos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A 4ª edição da Money Week acontece entre os dias 24 e 28 de maio, recebendo grandes nomes do mundo dos investimentos.

O evento, totalmente online e gratuito, tem mais de 90 palestrantes confirmados e está com as inscrições abertas. Para participar, basta se cadastrar neste link.

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Para aquecer os motores, vamos relembrar grandes figuras que passaram pela Money Week em sua última edição e os principais pontos que abordaram nos painéis. Acompanhe.

Vacinação e reformas seguem na pauta

Dois temas que estiveram na última edição da Money Week e, certamente, voltarão ao debate na 4ª edição são vacinação e agenda de reformas. Sim, os dois temas ainda seguem pendentes e são fundamentais para o país deslanchar economicamente.

Sobre eles, já falaram na Money Week o senior partner do BTG Pactual (BPAC11), André Esteves e o CEO do banco, Roberto Saloutti.

Com vacinação, “não tem limite para o sucesso, só depende da gente”, disse Esteves.

Ele também comemorou a conquista do juro de um dígito pelo país (com Selic atualmente em 3,75%), outro assunto ainda em voga e que impacta diretamente os investimentos.

“Temos todas as pré-condições para nunca mais termos juros de dois dígitos. Fomos fazendo uma série de pequenas reformas e alguns avanços, parcialmente encobertos por retrocessos, de modo que conquistamos o direito de ter juros de um dígito. Temos todas as condições de manter esse ambiente saudável econômico”.

Sallouti afirmou em 2020, mas poderia ter dito hoje: “Se a gente não fizer besteira, vamos ter uma recuperação econômica do Brasil rápida e que vai surpreender a todos”.

Para ele, a recuperação econômica do país pós-pandemia tende a ser tranquila, desde que Congresso e governo façam bem sua “lição de casa”.

Lições para os investidores

Quem participa da Money Week acumula muito conhecimento e bons ensinamentos. Uma das dicas mais relevantes veio de ninguém menos do que do maior investidor pessoa física da bolsa brasileira, Luiz Barsi Filho.

Disse ele: “Para ser um ganhador você precisa estudar e investir. O melhor investimento do mundo é ser parceiro de um grande negócio, e não ser dono de um pequeno negócio”.

E completou: “É folclórico dizer que se perde [na bolsa]. Se você especular, com certeza vai perder. Se você investir, com certeza você vai ganhar. Investindo em bons projetos, você jamais será malsucedido. As ações garantem o futuro”, disse ele.

Antes de investir, é preciso poupar

No entanto, antes de pensar em investir, é preciso poupar. E como fazer isso sem grandes sacrifícios? Simples: encontrar recompensas que mantenham a motivação.

Quem revelou isso foi Gustavo Cerbasi, especialista em inteligência financeira. Com mais de 16 livros publicados, ele tem uma estratégia simples: encontrar recompensas para se manter motivado.

Cerbasi comentou que ouve muito das pessoas a seguinte frase: “eu me divertia mais quando estava endividado, a vida era melhor”. Por isso, ele fala da importância de que a trajetória não seja só feita de sacrifícios. “Tem que haver recompensas de tempos em tempos, uma sequência de alegrias.”

“Aprendeu a realizar sonho de curto prazo? Depois disso, a pessoa entende o mecanismo mental para focar no médio e longo prazo. Daí, então, pode poupar para a casa, a faculdade do filho pequeno, a aposentadoria etc”, complementa.

Antes de investir, é preciso buscar educar-se

Florian Bartunek, fundador da Constelattion Asset, é considerado um dos gestores mais renomados do País. Sócio de Jorge Paulo Lemann, um dos investidores mais ricos do Brasil, e do fundo americano Lone Pine Capital, Bartunek também já foi à Money Week e repetiu um de seus mantras prediletos: é preciso estudar antes de investir.

“Tenho um amigo que joga tênis nos finais de semana e acha que vai jogar que nem o Federer. O Federer treina 6 horas por dia. Investimentos são a mesma coisa. Você tem que se dedicar. Se quer fazer de investimentos uma profissão, tem que treinar que nem o Federer. Estudar, estudar e estudar. Um bom médico, um bom advogado, um bom engenheiro não apenas exercem a profissão, como também estudam. Investidor é a mesma coisa. Tem que estar sempre se atualizando”, ensinou.

“É uma jornada de alguns anos. Não é pegar no You Tube e sair investindo. Eu faço isso há 30 e poucos anos e ainda tenho dúvidas. Leio, releio, faço cursos e estou sempre procurando melhorar. É um estudo permanente”, complementou.

Boa educação e boa informação para o investidor

Henrique Bredda, do fundo Alaska, foi outro a bater na tecla da relevância da educação financeira e da boa informação para a escolha de bons ativos.

Estamos vivenciando uma mudança cultural no que diz respeito aos investimentos no Brasil. A gente vai sair do maternal e ir para o jardim da infância”, comparou Bredda.

E complementou: “Será um movimento muito interessante quando chegarmos a 10 milhões de investidores em bolsa, pessoas acompanhando política e macroeconomia e fazendo pressão sobre os políticos”, complementou.

Quer aprender mais? Faça sua inscrição na 4ª edição da Money Week!

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